São Paulo - Após uma temporada cheia de trabalho, encerrada com duas medalhas na final da Copa do Mundo de Ginástica, é natural que Laís Souza aproveitasse o final do ano para descansar, certo? Em parte: após a disputa em São Paulo, a atleta revelou que a comissão técnica passou uma ‘‘lição de casa’’ para as férias do time, que vão até o dia 8 de janeiro: não se afastar totalmente da modalidade para voltar relativamente bem aos treinos de 2007.
  ‘‘Eu estava me preparando para competir e o Oleg (Ostapenko, técnico da seleção brasileira) falou que era para eu fazer algo nas férias e voltar bem no ano que vem. Coisas como o peso, que é super importante na ginástica. Por isso, vou relaxar menos uma hora a cada dia’’, comentou a atleta, residente em Ribeirão Preto, interior de São Paulo.
  Laís explicou como vai fazer para não se entregar às tentações das guloseimas de final de ano. ‘‘Não sou de não comer nada, mas também não vou ficar enchendo o bucho o dia inteiro’’, brincou, aos risos.
  O trabalho físico também não será deixado de lado. ‘‘Durante as férias tenho que fazer um aquecimento, uma física de braço e de pernas para não ficar muito tempo parada. Senão a gente engorda de comer a comida mãe, da avó’’, afirmou. Enquanto isso, Oleg embarca para Ucrânia, sua terra-natal, onde irá resolver problemas particulares em Kiev.
  Sobre a temporada 2007, Laís resolveu fazer mistério. ‘‘Não deu para pensar nisso. No início do ano a gente vê melhor, mas pretendo dificultar um pouco os elementos: em vez de fazer dupla, fazer dupla e meia, ao invés de meia volta esticada tentar pirueta, essas coisas’’, explicou.
  A expectativa é positiva, apesar de Laís negar o posto de maior nome da ginástica feminina atualmente. ‘‘Não tem só eu na equipe, somos várias meninas. O que eu penso para o Pan é fazer o mesmo trabalho que a gente vem fazendo sempre. Resultado fica para depois’’, desconversou a ginasta. ‘‘O ano nunca vai ser igual, mas espero que dê tudo certo, que a gente faça o mesmo trabalho de agora e que ocorra tudo bem’’, emendou.
  Sobre as mudanças que devem ocorrer na equipe brasileira de ginástica depois das Olimpíadas de 2008, com a aposentadoria de boa parte do time principal e o fim do contrato dos atuais técnicos, Laís se mostrou tranqüila. ‘‘A gente pensa depois, não é hora de ver isso. Quando o Oleg for embora, eu saio vejo se também saio da ginástica, mas ainda temos dois longos anos’’, comentou a atleta, que foi moldada pelo treinador ucraniano. ‘‘Vai haver sucessoras para te cobrir na hora de parar de treinar. Espero que cada vez mais tenham mais ginastas. Isso é bom para o Brasil’’, encerrou.

mockup