Lágrimas do adeus
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segunda-feira, 14 de novembro de 2016
Das Agências 

São Paulo Um piloto que sequer terminou o GP do Brasil foi, de certa forma, o maior vencedor deste domingo, em Interlagos. Felipe Massa encerrou a sua história na pista, que conhece desde menino, ao bater a Williams na entrada dos boxes, na volta 48. Desceu do carro, acenou para a torcida e foi saudado como se tivesse conquistado uma vitória. Foi aplaudido pelo público, pelos integrantes de várias equipes, que se perfilaram na frente dos boxes, abraçado por amigos e familiares. Agradecido, chorou comovido com o reconhecimento.
A volta de Massa aos boxes foi lenta, com uma bandeira do Brasil sobre as costas e expressão desapontada. Abraçado por mecânicos da Ferrari e da Williams, ele acabou aos soluços, nos ombros da mulher, Rafaella, que foi recepcioná-lo junto com o filho Felipinho. "Não esperava (a reação carinhosa da torcida), é uma emoção difícil de explicar", disse Massa, ainda chorando. "Peço desculpas, gostaria de ter acabado a corrida. Só tenho a agradecer por esse dia inesquecível."
Em entrevista à TV Globo, após deixar o GP, ele voltou a deixar a emoção transparecer. "É o momento final de uma carreira da qual eu sou muito orgulhoso, por tudo o que passei e pelo que vivi. Espero estar correndo no Brasil em outras categorias, mas a última corrida de F-1 no meu país é muito especial", disse o piloto.
O dia do último GP Brasil de Massa foi recheado de emoções desde o começo. Pela manhã, ele revelou, em seu perfil em uma rede social, o capacete especial e o macacão, com toques em verde e amarelo. Poucas horas antes da corrida, Massa chegou a chorar ao dar uma entrevista para Galvão Bueno, na Globo, e ser homenageado pela mulher e pelo filho. Disse ao narrador que continuará correndo, mas ainda não revelou em que categoria.
Depois, no desfile dos pilotos em Interlagos, levou Felipinho, distribuiu bonés para a torcida, estendeu uma bandeira do Brasil e, de novo, ficou com os olhos marejados.


