O protocolo impõe o corte dos hinos, mas o povo cearense, em uma bela demonstração de desobediência civil, continuou entoando o som que nos faz lembrar que somos brasileiros. Serve de exemplo aos mascarados que vão às manifestações para depredar. Gritos que fizeram mais efeito que pedras, paus e fogo. Os políticos devem ter se entreolhado, constatando a força de quem nem imaginava tê-la. Desobediência pacífica, que pode ser usada para lutar por preços justos dos ingressos. A força do hino cantado à capela poderia expulsar das organizadas os marginais e extirpar pessoas como Marin e Marco Polo. Com as passeatas, o hino, as vaias, podemos reaver o nosso futebol. Com espaço reservado para as organizadas nas arquibancadas, a volta das bandeiras, o palavrão. Esse pode ter sido o maior legado que a Fifa deixou para nós: a capacidade de lutar por nossos direitos.
CABRAL JR

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