Kuerten enfrenta Agassi em Lisboa
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terça-feira, 28 de novembro de 2000
Agência Estado De Lisboa/Portugal 
Gustavo Kuerten vai ter uma estréia das mais difíceis no Masters Cup de Lisboa. Logo na rodada de abertura, hoje, irá enfrentar o norte-americano Andre Agassi, um dos mais experientes e talentosos tenistas do circuito mundial. O jogo será às 19h30 horário de Brasília. No sorteio realizado no Pavilhão Atlântico de Lisboa, Guga encabeça o grupo verde, formando ainda pelo sueco Magnus Norman e o russo Yevgeny Kafelnikov. O russo Marat Safin lidera o grupo vermelho e vai estrear diante do espanhol Alex Corretja. Os outros jogadores desta chave são o norte-americano Pete Sampras e o australiano Lleyton Hewitt, que também jogam hoje.
O Masters Cup distribui US$ 3,7 milhões em prêmios e reúne os oito melhores tenistas da temporada de 2000. A competição também irá definir o tenista número 1 do mundo. Safin é o jogador com maiores chances e basta chegar às semifinais para garantir esta condições. Guga precisaria conquistar o título e torcer por uma derrota do russo nas semifinais.
A primeira fase do Masters é jogado no sistema round-robin, todos contra todos. Os dois primeiros colocados passam para as semifinais, quando o primeiro colocado de um grupo enfrenta o segundo do outro em jogos eliminatórios. Os vencedores decidem o título em melhor de cinco sets. O campeão do Masters poderá acumular um prêmio de US$ 1,520 mil se vencer de forma invicta e acumularia assim 150 pontos no ranking.
Em casaA proximidade de brasileiros e portugueses faz de Gustavo Kuerten a principal estrela entre os oito jogadores classificados para o Masters Cup de Lisboa. O idioma é a chave. Guga, sempre bem humorado, caprichou no sotaque luso para pedir um favor a um operário que trabalhava nos arremates da quadra do Pavilhão Atlântico, local dos jogos. Oh, pá: podes parar de fazer barulho com esta furadeira até o fim do treino...obrigadinho.
O norte-americano Pete Sampras parceiro do brasileiro no treinamento já havia tentado pedir silêncio, em vão. Foi então necessário que Guga se aproximasse para que o problema fosse resolvido.
Na entrevista de apresentação dos oito classificados, Guga era o mais assediado. No Masters, a coletiva segue uma bem bolada tradição. Cada tenista fica sentado numa mesa redonda e quem quiser aproxima-se para as perguntas. Funciona como uma espécie de termometro para medir o brilho de cada um. Lleyton Hewitt, de cara amarrada, estava quase sozinho. O sueco Thomas Enqvist, apenas o reserva na competição, não tinha com quem conversar. Na mesa de Guga faltava lugar para sentar, assim como na de Marat Safin, Pete Sampras e Andre Agassi.
Guga estava simpático e parecia mesmo sentir-se em casa. Elogiou a quadra, a organização e a receptividade em Portugal. Espera pelo forte apoio da torcida. Estou na minha melhor forma, garantiu Guga. Fiz um bom treino com o Sampras, gostei da quadra não está muito rápida e o ambiente é fantástico.


