São Paulo - O piloto brasileiro Klever Kolberg, da equipe BR Lubrax, terminou ontem o Rali Paris-Dakar na oitava posição na classificação geral dos carros e alcançou o melhor resultado na categoria para o País.
A melhor colocação de Kolberg, que fez dupla com o francês Pascal Larroque, durante a edição deste ano foi o segundo lugar na quarta etapa da competição.
O japonês Hiroshi Masuoka foi o vencedor da 24ª edição do rali, que terminou sábado no Senegal. Foi sua primeira vitória na competição, e a segunda de um piloto de seu país na história do evento.
Mesmo com a vitória do belga Gregoire de Mevius na última etapa, disputada ao redor do lago Rosa, em Dakar, Masuoka completou o rali em 40h11min30s, com seu Mitsubishi Pajero.
O japonês chegou mais de 22 minutos à frente da corredora alemã Jutta Kleinschmidt – também com um Mitsubishi Pajero –, que no ano passado tornou-se a primeira mulher a vencer o tradicional rali.
Kenjiro Shinozuka, primeiro japonês a vencer o rali Dakar, na edição de 1997, terminou a prova em terceiro lugar. Ele também pilotava um Mitsubishi Pajero. Dos 114 carros que começaram a corrida, apenas 45 terminaram.
Nas motos, o vencedor foi o italiano Fabrizio Meoni, 44, que pilotava uma KTM e sagrou-se bicampeão da competição.
Meoni terminou o rali com quase 48 minutos de vantagem sobre o sul-africano Alfie Cox, o segundo, e mais de uma hora à frente do francês Richard Sainct, vencedor do rali em 1999 e 2000, ambos com motos KTM também.
Essa foi a sexta vitória de um piloto italiano no rali Dakar. Antes de Meoni, seu compatriota Edi Orioli – em 1988, 1990, 1994 e 1996 – havia vencido também.
Nos caminhões o campeão foi o russo Vladimir Tchaguine, que conquistou a prova pela terceira vez. Ele chegou mais de quatro horas à frente do tcheco Karel Loprais, o segundo colocado.
Brasileiros – Os brasileiros que disputaram a 24ª edição do Rali Dakar, que começou no dia 28 em Arras, na França, não tiveram bom desempenho na classificação geral final na categoria das motos.
Dos cinco pilotos que largaram, apenas três terminaram a competição. O mais bem colocado foi Juca Bala, que ficou em 25º lugar. Luiz Mingione terminou o rali com o 44º lugar. Luiz Azevedo (CDI Competições) foi o 47º. Armando Pires e Marcelo Quelho (CDI Competições) abandonaram e não chegaram ao final da prova.
Nos caminhões, o brasileiro André Azevedo, ao lado dos tchecos Tomas Tomecek e Mira Martinec, completou a prova na décima colocação com seu Tatra, com uma penalização de 17 horas. Essa punição acabou com o sonho iminente de ser o primeiro. Até a etapa em Tichit, na Mauritânia, eles apareciam como vice-líderes, brigando pela ponta com o russo Vladimir Tchaguine, com um Kamaz, veículo bem mais potente que o do brasileiro.

mockup