'Kojac' não guarda rancor do LEC
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terça-feira, 28 de janeiro de 2003
Lúcio Flávio Moura<br>Reportagem Local 
Até os dois anos de idade, ele não tinha cabelo. Logo surgiu o apelido familiar que ganharia as ruas: Kojac.
Carlos Eduardo Lopes Zunto, 23 anos, londrinense do Jardim Paulista, gostava de torcer pelo Tubarão na infância, ia aos estádios, foi gandula. De tão bom de bola, passou para o lado de dentro do campo do VGD e logo virou promessa. Em 1998, defendeu o Atlético Paranaense na Copa São Paulo de juniores mas acabou ficando no LEC. No ano seguinte, recebeu propostas do Coritiba e do São Caetano. Mas, os negócios insistiam em fracassar.
Domingo, Kojac, ou Carlos Eduardo, a eterna promessa que o Londrina cansou de esperar, sentiu pela primeira vez o sabor de marcar um gol no time do coração. Fez de cabeça o segundo gol da Portuguesa Londrinense. Com a camisa vermelha, pediu silêncio aos seguidores alvicelestes. Que se inflamaram e o xingaram na saída do jogo.
''Não tenho mágoas do Londrina. Tenho muitos amigos lá. E comemorei o gol como qualquer um faria'', disse, descartando qualquer tom revanchista em seu ato. Mas Kojac deixa escapar uma ponta de desencanto com o ex-clube. ''Posso até voltar um dia. Desde que eles respeitem e prestigiem jogadores formados no clube e não tragam um caminhão de jogadores de fora a cada início de temporada''.
Carlos Eduardo disse que encontrou uma família unida na Lusinha. Que na Vila Santa Terezinha o ambiente é menos carregado e com menos cobrança. ''Todo mundo que está aqui quer se destacar e conseguir uma vaga no Brasileiro depois. Comigo não é diferente'', diz o atleta, cujo procurador é o bem relacionado Aldivino Generoso, por acaso, diretor de futebol do LEC.


