São Paulo - Fábio Koff se reelegeu presidente do Clube dos 13 ontem, ao derrotar o oposicionista Kléber Leite por 12 votos a 8. A chapa de Leite contava com apoio de Ricardo Teixeira, presidente da CBF, e da TV Globo.
O lado vencedor contou com apoio de Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo, que mantém rusgas com Teixeira e, com o atrito, colocou em xeque seu principal sonho - ter o estádio do Morumbi na abertura da Copa do Mundo-2014.
E o discurso da dupla Koff/Juvenal para conquistar aliados mirou a CBF: diziam que, se Leite ganhasse, os clubes perderiam sua única fonte de poder e independência. Ou seja, Teixeira teria o poder absoluto no futebol brasileiro.
Koff, vencedor, colocará as mãos em um cobiçado contrato de direitos de televisão do Campeonato Brasileiro, que atualmente está em R$ 1,6 bilhão, e tem promessa de crescer cerca de 60% em 2012, quando termina o atual.
Kléber Leite era visto como o homem ideal para os planos que a CBF diz ter: entregar a organização do Brasileiro aos clubes para a formação de uma liga -algo que Teixeira sempre combateu. Mas agora diz que isso só será possível com Leite. Porque a Globo também quer assim.
Além disso, os seguidores de Leite acusavam Koff de estar ultrapassado, à frente de uma entidade que serve só para negociar contratos de TV. Koff rebateu dizendo que, quando iniciou sua gestão, o contrato com a TV, que rendia R$ 10,8 milhões aos clubes e foi negociado pela CBF, passou a R$ 500 milhões anuais agora.
No jogo de interesses, a CBF fez pressão, promessas, emprestou dinheiro ao Botafogo, assim como a Globo adiantou verba ao Corinthians. O resultado: Botafogo, Coritiba e Goiás trocaram de lado e foram alçados a vices na chapa de Leite.

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