Koff ataca obrigatoriedade do clube-empresa
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quinta-feira, 03 de fevereiro de 2000
Por Hugo Marques 
Brasília, 03 (AE) - O presidente do Clube dos 13, Fábio Koff, disse hoje ser contrário ao dispositivo da Lei Pelé que obriga todos os clubes de futebol a transformar-se em empresa. Durante depoimento à comissão do Congresso Nacional que analisa a medida provisória que cria a taxa dos bingos, Koff disse ainda que a legislação deveria estabelecer garantias para os clubes que formam jogadores.
Koff, elogiado por vários parlamentares pelo trabalho à frente do Clube dos 13, afirmou que os clubes brasileiros "nasceram da força da comunidade". A obrigação para que se transformem em empresas, disse, prejudicaria as pequenas agremiações. "O clube-empresa é o desaparecimento do clube menor."
A avaliação de Koff é que o Brasil acabou fazendo uma cópia "deturpada" da legislação espanhola. Mas ressaltou que, mesmo na Espanha, existem grandes clubes que são agremiações civis.
Koff acredita que algumas das normas, como a que fala sobre a transformação em empresa, poderiam ser "facultativas". Sobre a regra da medida provisória que impede que uma mesma empresa controle mais de um clube de futebol, Koff afirmou que isso já consta da legislação da Fifa e das regras das ligas dos países. O dirigente disse que o importante é saber se o investidor preserva a autonomia e o patrimônio dos clubes nos quais está investindo.
Formação - Koff afirmou ser necessário estabelecer "salvaguardas" para os clubes que investem na formação do atleta. O presidente do Clube dos 13 deu como exemplo o caso de um jogador do porte de Ronaldinho Gaúcho, da seleção brasileira. Com 19 anos, Ronaldinho teve toda a sua formação no Grêmio, em que frequentou a escolinha por 13 anos, segundo Koff.
Durante o seu depoimento, Koff recebeu o apoio de vários parlamentares esportistas, como Eurico Miranda, por exemplo. O presidente do Clube dos 13 representa, na verdade, os 20 maiores clubes brasileiros.


