Durban - Se depender de dois jogadores, não vão faltar gols nesta quarta-feira em Durban. Juntos, Klose e Villa já balançaram as redes nove vezes na África do Sul. Entusiasmos pelas campanhas de Alemanha e Espanha, respectivamente, eles estão perto de atingir novas marcas neste Mundial. Um atleta em especial está de olho em Klose - e torcendo contra: Ronaldo. O atacante brasileiro detém o recorde de goleador em Mundiais e, com 15, está apenas um na frente do atleta do Bayern de Munique, que ainda tem outros dois jogos para fazer.
''Espero que o Ronaldo não tenha medo de mim. Conversamos na final do Mundial de 2002 e então eu não pensava que fosse me encontrar nessa situação (de bater o recorde)'', contou Klose. Se depender do retrospecto, o Fenômeno pode começar a se preocupar em ver sua marca ficando pra trás.
Miroslav Klose, 32 anos, dificilmente passa em branco. Nas duas Copas anteriores, marcou 10 gols - cinco em 2002, dobrando o número em 2006, na competição em seu país. País de seleção porque o atacante nasceu em Opole, na Polônia - seu pai tem ascendência alemã - e depois conseguiu a cidadania alemã.
O atleta já tem números próprios na história da Copa. Ninguém, a não ser ele, marcou cinco gols de cabeça em apenas uma edição - foi no Mundial de Japão e Coreia, há oito anos. ''Continuo com a minha média dos torneios anteriores. Creio que a marca (de Ronaldo) vai ser alcançada'', disse o atacante dos 52 gols em 100 jogos pela seleção.
Quatro anos e uma Copa a menos, David Villa está mostrando na África do Sul que é o principal nome da Espanha. Cinco gols (dos seis do time) que o colocaram na artilharia da competição e com oito nas duas edições que disputou - fez três em 2006.
O reforço do Barcelona busca novas marcas. Com a camisa espanhola, balançou 42 vezes as redes em 63 jogos. Está a apenas dois gols do recorde de Raul, que atuou um ''pouquinho'' mais, em 102 partidas. ''Respeitamos a Alemanha, mas não a tememos'', declarou recentemente. ''É uma das equipes mais forte da Copa, mas podemos superá-la''.
Villa foi um dos principais desfalques na decisão da Eurocopa de 2008, vencida pela Espanha justamente contra a Alemanha - machucado, perdeu a última partida. Agora, mais experiente e numa ótima fase, ele estará em campo para, assim espera, cravar sem nome definitivamente nas enciclopédias da seleção - e do Mundial. ''Tomara que a quarta-feira seja um grande dia para todo o futebol espanhol, para todo nosso país''.
Klose afirma que o adversário desta quarta será mais perigoso que os últimos dois. ''Para mim é bem claro que a Espanha é melhor do que Argentina e Inglaterra. Jogam um futebol extraordinário, mas não são invencíveis'', apontou. ''O Villa é um grande jogador, sempre acompanhei sua trajetória. É muito habilidoso, excelente com a perna esquerda e com a direita e tem muita qualidade''.
O espanhol agradece o elogio, faz o mesmo com o adversário, mas ressalta: ''Não será um duelo meu com o Klose, tem outros jogadores de nível nas equipes''.

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