Os cabelos loiros e a ambição de encerrar a Copa como artilheiro não são os únicos pontos em comum entre o alemão Juergen Klinsmann e o mexicano Luis Hernandez - ambos atuam em equipes com problemas no meio-de-campo e que sofreram diversas alterações durante o Mundial. Também um desconhece a forma como o outro joga, mas sabem da condição comum de goleador.
‘‘Nada melhor que aumentar a artilharia contra a Alemanha’’, afirmou Hernandez, de 29 anos, que já marcou três gols na Copa. ‘‘Os alemães reagem muito melhor quando são obrigados a vencer’’, rebateu Klinsmann, de 33, que fez dois.
O histórico entre ambos é competitivo - Hernandez foi o artilheiro da Copa América passada, com sete gols, o que lhe garantiu uma generosa renovação de contrato com o Necaxa. Já Klinsmann marcou dez gols em Mundiais e pode derrubar o recorde de Gerd Muller, que fez 14 gols em Copas.
O atacante alemão confia no acerto da equipe para garantir a vitória. ‘‘Antes, eram quatro ou cinco jogadores que se consideravam titulares’’, afirmou. ‘‘Agora, como a base preparada pelo treinador está estabilizada, o número já chegou a sete ou oito.’’
A evolução, acredita Klinsmann, facilita a execução das principais jogadas de ataque, como os lançamentos para a área e a saída rápida pelas laterais. ‘‘Se aumentarmos o ritmo, poucas equipes poderão derrotar-nos.’’
Klismann demonstra-se preocupado em conhecer detalhes do time mexicano. ‘‘Sei que é uma equipe muito unida, compacta e capaz de superar qualquer desafio, como fez contra Holanda e Bélgica’’, comentou. ‘‘Vamos rever algumas jogadas em vídeo para preparar a marcação.’’
O respeito também aparece entre os mexicanos. ‘‘É preciso ter muita atenção na defesa quando os alemães estão com a bola’’, disse Hernandez. ‘‘Mas, se eles têm determinação e vigor físico, nós temos malandragem e alegria.’’ O resultado do confronto, acredita, é imprevisível. ‘‘Talvez o calor possa ser o diferencial’’, disse, lembrando da previsão de 30 graus para hoje. ‘‘E a nosso favor.’’
Klinsmann contesta e lembra que os alemães enfrentaram um calor superior em Dallas, na Copa dos Estados Unidos, há quatro anos. ‘‘Fazia 40 graus e mesmo assim conseguimos derrotar a Coréia do Sul’’, afirmou.

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