Klinsmann x Hernandez
PUBLICAÇÃO
domingo, 28 de junho de 1998
Agência Estado 
Os cabelos loiros e a ambição de encerrar a Copa como artilheiro não são os únicos pontos em comum entre o alemão Juergen Klinsmann e o mexicano Luis Hernandez - ambos atuam em equipes com problemas no meio-de-campo e que sofreram diversas alterações durante o Mundial. Também um desconhece a forma como o outro joga, mas sabem da condição comum de goleador.
Nada melhor que aumentar a artilharia contra a Alemanha, afirmou Hernandez, de 29 anos, que já marcou três gols na Copa. Os alemães reagem muito melhor quando são obrigados a vencer, rebateu Klinsmann, de 33, que fez dois.
O histórico entre ambos é competitivo - Hernandez foi o artilheiro da Copa América passada, com sete gols, o que lhe garantiu uma generosa renovação de contrato com o Necaxa. Já Klinsmann marcou dez gols em Mundiais e pode derrubar o recorde de Gerd Muller, que fez 14 gols em Copas.
O atacante alemão confia no acerto da equipe para garantir a vitória. Antes, eram quatro ou cinco jogadores que se consideravam titulares, afirmou. Agora, como a base preparada pelo treinador está estabilizada, o número já chegou a sete ou oito.
A evolução, acredita Klinsmann, facilita a execução das principais jogadas de ataque, como os lançamentos para a área e a saída rápida pelas laterais. Se aumentarmos o ritmo, poucas equipes poderão derrotar-nos.
Klismann demonstra-se preocupado em conhecer detalhes do time mexicano. Sei que é uma equipe muito unida, compacta e capaz de superar qualquer desafio, como fez contra Holanda e Bélgica, comentou. Vamos rever algumas jogadas em vídeo para preparar a marcação.
O respeito também aparece entre os mexicanos. É preciso ter muita atenção na defesa quando os alemães estão com a bola, disse Hernandez. Mas, se eles têm determinação e vigor físico, nós temos malandragem e alegria. O resultado do confronto, acredita, é imprevisível. Talvez o calor possa ser o diferencial, disse, lembrando da previsão de 30 graus para hoje. E a nosso favor.
Klinsmann contesta e lembra que os alemães enfrentaram um calor superior em Dallas, na Copa dos Estados Unidos, há quatro anos. Fazia 40 graus e mesmo assim conseguimos derrotar a Coréia do Sul, afirmou.


