São Paulo - O técnico alemão Jurgen Klinsmann declarou que viveu o jogo ''como um filme de Hitchcock''. Pela tensão ou pela necessidade de estender o tempo, Klinsmann viveu uma experiência dramática, pois cada lance de seus jogadores poderia fazer a diferença no segundo tempo, depois da Alemanha sair atrás no placar diante dos argentinos, correndo o risco de perder em casa.
Mas o técnico viu, enfim, aos 35 minutos do segundo tempo, o atual artilheiro da Copa do Mundo, Miroslav Klose, empatar o jogo em 1 a 1 e levar a disputa para prorrogação e, depois, para os pênaltis.
A atuação do goleiro Lehmann, para Klinsmann, foi decisiva. O goleiro pegou dois pênaltis na decisão. O fato dos pênaltis não terem sido bem batidos pelos argentinos Ayala e Cambiasso não tira o mérito do goleiro, para o técnico alemão. ''Estava muito confiante no Lehmann. Ele intimida o adversário com o olhar'', declarou Klinsmann, contente pela classificação da Alemanha às semifinais da Copa do Mundo.
Pekerman Depois de ver a seleção argentina eliminada da Copa do Mundo-06, o técnico José Pekerman disse que não seguirá no comando da equipe. ''Acho que o ciclo terminou. Estou certo de que não continuarei'', afirmou o treinador em entrevista coletiva logo após a derrota para a Alemanha nos pênaltis (4 a 2), nas quartas-de-final.
Pekerman assumiu a seleção depois da conquista da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 2004, em Atenas. No currículo, tem três títulos mundiais sub-20, em 1995, 1997 e 2001.
O passo mais difícil, na hipótese de um novo técnico, é encontrar o homem ideal. Carlos Bianchi, vencedor de tudo na Argentina, rejeitou o cargo após a renúncia de Marcelo Bielsa. Maradona, antes do Mundial, lançou sua candidatura. ''Se meu país vencer o Mundial, além de ficar alegre, lutarei para ser o novo técnico da seleção. Mas se perder, com mais razão ainda tentarei ser o técnico'', disse. (Folhapress)

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