São Paulo - Um dia depois de perder o contundido goleiro Fernando Prass por dois meses e de ficar sabendo que o zagueiro Vilson sofreu uma artroscopia no joelho esquerdo e vai desfalcar o Palmeiras por um mês, o técnico Gilson Kleina viu o atacante Kleber e o meia Valdivia voltarem aos treinos com bola após um longo período se recuperando de lesão. A questão é que o momento do time, apesar das derrotas nos últimos dois jogos, é completamente diferente daquele vivido quando a dupla se machucou.
Hoje, a equipe palmeirense é usada como exemplo de garra, vontade e determinação em campo. O problema é conseguir fazer Kleber e Valdivia "encarnarem" o espírito desse novo Palmeiras. Gilson Kleina já avisou que pelo sistema tático atual, os dois precisam se dedicarem mais na marcação e correr pelo time.
Conseguir se manter no time nestas condições será um desafio para os dois jogadores, já que possuem características distintas. No caso de Valdivia, quando precisou marcar, nos tempos em que Luiz Felipe Scolari ainda era o técnico do Palmeiras, sofreu com lesões. E Kleber ainda não mostrou a que veio - foi contratado nesta temporada e pouco jogou até agora.
Valdivia não joga desde o dia 14 de março - vitória por 2 a 1 sobre o Paulista - e desfalcou o time em 11 jogos. Kleber, por sua vez, não atua há nove partidas. A última foi em 20 de março, quando o Palmeiras derrotou o Botafogo por 2 a 0. Os dois estão à disposição do treinador e devem jogar sábado, contra o Santos, na Vila Belmiro, pelas quartas de final do Paulistão.

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