São Paulo - Diretoria e comissão técnica do Palmeiras já definiram que é necessária a contratação de um goleiro. Bruno, Raphael Alemão e Deola, que pode voltar de empréstimo, não passam confiança para a Copa Libertadores. Mas como tem se tornado um triste hábito, a contratação de um novo camisa um gera discussão no clube.
O Palmeiras trabalha com vários nomes, mas dois encabeçam a lista: Fernando Prass, do Vasco, e Dida, da Portuguesa. O problema é que o técnico Gilson Kleina quer um e o vice-presidente Roberto Frizzo quer outro. Kleina sonha com o vascaíno, mas Frizzo tenta trazer o do time do Canindé. Dida chegou a acertar com o Palmeiras, mas o rebaixamento fez ele repensar a ideia. Já Fernando Prass está incomodado com o atraso de salários no Vasco e ameaça deixar o clube carioca.
Por causa desta indefinição, o Palmeiras ainda não fez uma proposta oficial pelo vascaíno, o que pode dificultar ainda mais o acerto e fazer com que Gilson Kleina tenha de aceitar Dida ou o clube ir atrás de um terceiro nome.
O treinador nega que exista a divergência de nomes, mas confirma o interesse na dupla. "São nomes que estão na pauta, sim. Mas têm outros. Tudo depende do mercado", disse o técnico, que ainda não decidiu se manterá Deola, Bruno ou Raphael Alemão no grupo. Dois deles devem ficar para a próxima temporada.
Independente da decisão, o treinador acha que o ideal seria disputar a Libertadores com um goleiro mais experiente. "Estamos passando muita pressão para o Bruno e Alemão. É difícil suceder um ídolo como o Marcos. Eles podem virar um novo Marcos, mas precisam de tempo e para chegar a esse nível, é preciso ter alguém experiente ao lado, para servir de exemplo".
O último goleiro contratado pelo Palmeiras para o time principal foi o argentino Gato Fernandez, em 1994. Em 18 anos, passaram pelo gol, Velloso, Sérgio, Marcos, Diego Cavalieri, Deola, Bruno e Raphael Alemão, todos formados na base.
Dispensados
O Palmeiras anunciou ontem mais três dispensados: o lateral-direito Artur e os zagueiros Román e Thiago Heleno. Os dois primeiros não foram anunciados antes porque tiveram de jogar contra o Santos, por falta de jogadores. E Thiago Heleno chegou a cogitar uma renovação, mas a diretoria liberar o trio, que tinha contrato até o fim do ano.

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