Kleina admite clima de tudo ou nada
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 09 de outubro de 2012
Agência Estado 
São Paulo - Preocupado com a situação do Palmeiras no Campeonato Brasileiro, Gilson Kleina afirmou ontem que o time vive clima de "tudo ou nada" antes do duelo de quinta contra o Coritiba, rival direto na briga para escapar do rebaixamento. "Esse é um divisor de águas para nós porque depende só da gente tirar o 16.º lugar deles", declarou o treinador. O Palmeiras ocupa atualmente a 18.ª colocação da tabela de classificação, com 26 pontos, seis abaixo do Coritiba, primeiro time fora da zona da degola. Entre eles, há o Sport, com 27.
Desde que assumiu o posto de Luiz Felipe Scolari, Gilson Kleina somou seis pontos de nove possíveis. No último sábado, lamentou a derrota por 3 a 0 para o São Paulo, mas se negou a jogar a toalha. Tem uma sequência difícil nas três próximas partidas - contra Coritiba, Náutico e Bahia -, mas prefere pensar jogo a jogo. "É verdade que não fomos bem contra o São Paulo e também por mérito do adversário. Nos programamos para pressionar, mas não deu certo", contou, antes de destacar outro lado negativo da partida: as contusões.
Gilson Kleina revela-se preocupado com o desgaste das próximas rodadas do Brasileirão, marcadas por muitas viagens. "Tenho 25 jogadores e algumas situações de lesionados. Então temos de passar para o torcedor que vamos administrar quem está em condição de jogo somente no dia da partidas. Esperamos que todos estejam com saúde".
O treinador levanta a discussão sobre o calendário do futebol brasileiro, que não poupa os elencos. "Divida as cinco competições principais dos times em 12 meses. Tem de ir para ganhar em todas elas, mas isso é cada vez mais difícil, não tem como. O calendário tem de se reajustar". Gilson Kleina comenta ainda a dificuldade de avançar com uma equipe em constante adaptação. "As lesões prejudicam o padrão de jogo do Palmeiras e a sequência dos bons resultados. De modo que em cada jogo eu tenho de mudar a característica do time".


