O pentacampeão Kléberson, de 26 anos, atualmente jogando no Besiktas, da Turquia, era um dos atletas mais requisitados para entrevistas ontem à tarde, no Hotel Bourbon, onde se concentraram os jogadores que foram convidados para o Jogos das Estrelas, realizado à noite, no Estádio VGD, em Londrina, em comemoração aos 10 anos do PSTC.

Na conversa com os repórteres, Kléberson deixou claro que não estava nos seus planos jogar em um país como a Turquia, mas disse que foi a opção que seus empresários encontraram para que ele voltasse a ter uma boa sequência de jogos, algo que não conseguiu nos dois anos em que permaneceu no Manchester United, da Inglaterra.

Vendido pelo Atlético-PR ao time inglês por US$ 8,6 milhões, após brilhar na Copa de 2002, Kléberson sofreu muito com contusões, chegou a ficar vários meses parado e precisou inclusive fazer uma artroscopia no tornozelo, em Curitiba. ''O tempo que fiquei fora em tratamento foi cruel para mim, porque não consegui mostrar o meu trabalho e assegurar meu lugar no time. E para se firmar numa equipe de alta cobrança e cheia de craques como o Manchester você precisa estar jogando, que era algo que eu não conseguia'', disse o volante.

Kléberson disse que, em sua última temporada no time inglês, acabou jogando apenas sete partidas em um ano. ''Já no Besiktas, em cinco meses, fiz 20 jogos e sou titular. Estou jogando direto e era o que precisava para voltar à boa forma. Quero voltar a ser lembrado nas convocações e vou trabalhar para isso'', comentou. Seu principal objetivo continua sendo voltar à seleção, mas ele sabe que será difícil neste momento. ''2006 é um ano de Copa e a equipe já está quase definida'', observou.

O volante nascido em Uraí e formado no PSTC mantém a esperança de voltar a ser lembrado por Carlos Alberto Parreira. ''Ele me deu uma oportunidade no ano passado, disputei a Copa América e fomos campeões'', lembrou. Kléberson tem mais dois anos e meio de contrato com o time da capital turca, Istambul, no qual joga ao lado de Ailton (campeão alemão e artilheiro pelo Werder Bremen, em 2003) e de outros quatro estrangeiros um romeno, um colombiano, um egípcio e um jogador da Guiné.

Na Eslovênia -Outros dois que vieram de longe para o jogo de ontem foram os zagueiros Juninho e Jhonnes, revelados pelo Londrina, que estão tentando a sorte no NK Domzale, da Eslovênia. Vendidos pela Londrina Junior Team após disputarem um torneio em Viarejo, na Itália, no início de 2004 Juninho foi para o Chievo Verona e Jhonnes para a Udinese , os atletas não chegaram a jogar como profissionais na Itália e acabaram sendo emprestados por seus clubes à equipe eslovena.

''Agora estamos jogando, mas o futebol na Eslovênia é muito diferente. Ainda estou me adaptando'', disse Juninho, de 21 anos, que chegou a jogar ao lado do meia Carlos Alberto, do Corinthians, quando os dois eram juvenis no Fluminense, em 2001.

mockup