Kléberson voltou às raízes e a festa do futebol cinco estrelas ''rolou'' mais uma vez no Norte do Paraná. Quase 100 horas depois do apito final de Pierluigi Collina e dos primeiros gritos de ''É penta'', o homem que acertou o meio-campo da Família Scolari desembarcou na sede do seu primeiro clube de futebol: o Paraná Soccer Technical Center (PSTC), agremiação londrinense criada para render dólares com a venda de jogadores promissores.
Era só o início de um grande dia, que foi curto para a vasta programação de homenagens e longo para quem ainda não descansou do maior e mais exaustivos dos torneios, tampouco da sequência desgastante de festividades iniciadas em Brasília na terça-feira.
Mas o guerreiro cansado foi forte, não negou sorrisos, cumprimentos, autógrafos. ''Estou feliz. É muito carinho. É deste jeito que a gente sabe que o trabalho está sendo bem feito''.
Kléberson é humilde e inteligente, as palavras sem brilho saem firmes e pensadas. ''Não sei nada do que aconteceu com o Rivaldo (que declarou ter jogado com infiltrações no joelho na decisão com a Alemanha)''. Ou: ''Foi muito chato o que aconteceu no Rio (onde o ônibus da seleção foi apedrejado). Foi uma decisão do esquema de segurança. Mas a gente entende o lado do torcedor. Eles também estavam muito tempo esperando a gente. Foi uma reação natural''.
Ao lado da mãe, Maria, e do pai, Paulo, Kléberson não esqueceu da outra família, aquela que trouxe a taça. ''Foi inesquecível nossa união. Não tinha esta de panelinha, era todo mundo junto. Foi uma convivência de amizade e alegria''.
Kléberson atribui à força dos companheiros mais experientes citou com carinho Cafu ao fato de ter jogado com tanta desenvoltura num ambiente de pressão extrema. ''Eles conversaram comigo e entrei tranquilo em todos os jogos''.
O pentacampeão quer que a superquinta-feira no PSTC sirva como incentivo a quem está começando. ''O Norte do Paraná tem grandes jogadores e é legal que um paranaense na seleção acabe chamando atenção para isso''. Mas o camisa 15 no Japão é ambicioso quando alguém diz que já ganhou tudo, do Estadual ao Brasileiro, da titularidade na seleção à Copa do Mundo. ''Cada dia a gente tem um sonho diferente. Se continuar no Atlético, vou ter a mesma motivação, e se for na Europa, será um novo desafio''.

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