Curitiba – Há cerca de sete anos, o menino José Kléberson Pereira jogava bola escondido dos pais pelos campos de terra vermelha do Norte do Paraná. Os pais temiam o interesse exclusivo do menino pelo futebol. Ontem, o jogador do Atlético Paranaense, campeão brasileiro de 2001, teve a confirmação de seu nome na lista de atletas que participarão da seleção brasileira na Copa do Mundo da Coréia e Japão.
Kléberson recebeu a notícia da convocação da mesma maneira que dezenas de milhões de brasileiros: pela televisão. Ele estava em Ibiporã, na Região Metropolitana de Londrina, na casa de amigos, acompanhado também dos pais e da noiva Priscila. ‘‘Na hora que vai dizendo os nomes dá um nervoso, depois, é uma emoção só, uma vibração e aqui foi uma festa’’, afirmou.
A primeira convocação foi para o jogo contra a Bolívia, no dia 31 de janeiro. Ele entrou em campo como campeão brasileiro pelo Atlético e vestiu a camisa número 10 da seleção, imortalizada por Pelé. Jogou bem, fez um gol e a partir daí não foi mais esquecido por Felipão. Foi também relacionado para os jogos contra Arábia Saudita, Islândia, Iugoslávia e Portugal.
Kléberson tem 22 anos, vai completar 23 em plena Copa do Mundo, no dia 19 de junho. Em certos momentos, no campo, parece um bailarino com seu corpo esguio de 1,75m e 64 quilos. Chuta bem e forte com as duas pernas. Antes de chegar ao Atlético, em 1999, passou dois anos no PSTC, de Londrina, clubes que dividem meio a meio os direitos confederativos do atleta (o antigo passe). Pelo Atlético, já fez 167 jogos e marcou 21 gols.
Ele afirma que tem se dado bem na seleção porque Felipão simplesmente pediu para que jogasse da mesma maneira que joga no Atlético. ‘‘Agora, quero agarrar esta oportunidade’’, diz, sem esconder que também quer ser titular. ‘‘Ser convocado para Copa do Mundo foi o primeiro objetivo. Eu vou treinar com o mesmo empenho que sempre tive no Atlético para conquistar o meu espaço e lutar por uma vaga no time titular.’’
Para o torcedor atleticano, que está desconfiado que agora Kléberson passa a pensar só na seleção e vai ‘‘tirar o p钒 no jogo contra o Cruzeiro, pela decisão da Sul-Minas, ele é taxativo: ‘‘Agora é que eu vou entrar mais firme, dar o máximo, virar o resultado e chegar na seleção como campeão.’’

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