Kléber vira moeda de troca no Palmeiras
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quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Daniel Batista <br> Agência Estado 
São Paulo - O ditado ''que seja eterno enquanto dure'' cabe bem para a situação de Kléber no Palmeiras. O atacante, que jurou amor eterno ao clube e foi idolatrado pelos torcedores, hoje virou moeda de troca. Ele foi afastado pela diretoria palmeirense, que pretende utilizá-lo como ''troco'' para a contratação de um reforço de peso para a próxima temporada.
O presidente do Palmeiras, Arnaldo Tirone, ainda não decidiu o que realmente pretende fazer com Kléber, que tem contrato até o meio de 2015. A ideia é aproveitar que ele ainda tem mercado em vários outros clubes do futebol brasileiro para tentar envolvê-lo na contratação de um grande jogador.
Ontem, durante o desembarque da delegação após o empate com o Flamengo no Rio, o vice-presidente de futebol do Palmeiras, Roberto Frizzo, mostrando estar visivelmente nervoso, confirmou que Kléber não defende mais o clube, assim como queria o técnico Luiz Felipe Scolari. ''Depois que alguém declara que não quer mais jogar aqui, o Palmeiras também não pode querer um jogador assim. Não há mais volta'', disse o dirigente.
O Cruzeiro tem 50% dos direitos federativos e econômicos de Kléber, enquanto o Palmeiras tem os outros 50%. O empresário do atacante, Giuseppe Dioguardi, afirmou que aguarda o comunicado oficial de Tirone afastando o atleta. O jogador iria treinar na tarde desta quinta-feira, junto com o restante do elenco, mas o gerente administrativo do clube, Sérgio do Prado, o avisou que não era nem para ir ao CT palmeirense.
Em meio a tudo isso, os jogadores do elenco tentam não tomar partido e admitem que Kléber fará muita falta ao time. ''É triste perder um companheiro assim. Todo mundo queria que ele ficasse, mas temos que respeitar a decisão da comissão técnica e da diretoria. Estamos unidos e faremos o que for melhor para o clube'', disse o atacante Luan.
Caso polêmico
Felipão chamou a atenção, após o empate contra o Flamengo, por não defender o volante João Vitor na confusão com a torcida ocorrida na última terça-feira. Várias são as versões para o fato, mas a reportagem teve acesso ao que foi relatado ao treinador e que o levou a não tomar partido.
A versão ouvida por Felipão é de que o jogador estava com o cunhado e um amigo na loja oficial do Palmeiras, anexa do Palestra Itália, quando foi abordado por um torcedor, que o teria xingado e chutado seu carro. Irritado, o parente de João Vitor agrediu o torcedor. E, em seguida, o volante e o amigo também entraram na briga.
Ao ver a cena, um grupo de torcedores, que estava do outro lado da rua Turiaçu, correu para ajudar o agredido e a batalha começou. Por ter iniciado a confusão, o cunhado do volante foi quem mais apanhou. Ele foi atendido em um hospital da região.
A diretoria do Palmeiras espera a investigação policial do caso para decidir se vai tomar alguma atitude em relação ao fato.


