Kléber Pereira cala críticas com gols
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quinta-feira, 04 de setembro de 2008
Agência Estado 
Santos - As acusações recentes de baladeiro caíram no esquecimento, e Kléber Pereira vai se transformando a cada rodada no novo Rei da Vila Belmiro, onde marcou 16 de seus 17 gols no Campeonato Brasileiro. E o time com certeza estará livre do risco de cair para a Série B se mantiver o bom aproveitamento recente nos sete jogos que ainda vai disputar em casa.
Com 26 pontos após os 2 a 0 sobre o Vitória, na quarta-feira, na Vila Belmiro, o Santos pode chegar a 47 se conseguir derrotar Fluminense, Portuguesa, Atlético-PR, Figueirense, Palmeiras, Internacional e Náutico. Depois de um péssimo começo de campeonato, o time ganhou os dois últimos jogos em casa, contra Cruzeiro e Vitória.
Para continuar vencendo, o time vai depender demais de Kléber Pereira, autor de 60% de seus gols na competição. ''Em casa o time se solta mais, a torcida empurra e talvez por isso eu faça mais gols. O que também ajuda e que nos jogos na Vila Belmiro o time inteiro joga melhor e por isso surgem mais oportunidades para eu tentar o gol'', explicou Kléber Pereira.
Agressão
O técnico Emerson Leão teve uma surpresa desagradável ao visitar a Vila Belmiro ontem, para acertar o recebimento de salários atrasados referentes a sua última passagem pelo clube, que durou até meados de maio deste ano. Ao chegar à porta da sede do clube, o atual comandante do Al Sadd (Catar) acabou sendo cercado por oito pessoas. Segundo relatos, o grupo era composto por um ex-segurança do Peixe e membros de uma facção da maior torcida organizada do clube. Sem defesa, Leão foi atingido por vários socos, além de ter alguns de seus pertences furtados.
O técnico suspeita que seu carro também tenha sido alvo da ira de seus agressores. Após muita confusão, o treinador conseguiu entrar na Vila Belmiro e chamou a Polícia Militar para registrar um Boletim de Ocorrência.
Leão acusou Castelão, ex-segurança do Santos (demitido por ele) de ter organizado a emboscada. ''Isso foi coisa do Castelão, que eu demiti quando estava no Santos. Fui agredido por uma ação previamente combinada, por oito ou dez pessoas. Fui atacado pelas costas e só pude me defender. Foi um vandalismo muito forte, mas pode ter certeza que as pessoas responsáveis serão presas''.


