Olá, amigos do Esporte! O Paraná tem vivido alguns lances entre o cômico e o trágico nos jogos de futebol deste Brasileirão. Primeiro foi o Jabá, que levou cartão amarelo por ter tido a audácia de querer driblar um adversário do Santos. A imagem correu todo o País e foi até para o exterior. Rendeu horas e mais horas de conversas nas mesas de botequins e restaurantes. Agora, sábado passado, outro lance aconteceu. Não teve a mesma repercussão, mas foi também muito interessante e vale aqui ser relembrado e comentado.
Corria o Atletiba e o Atlético já vencia por 1 a 0, quando o artilheiro Kléber, autor do primeiro gol, recebeu uma bola no meio-de-campo e tocou para o lateral que avançou até próximo à linha de fundo e devolveu a bola para ele, na entrada da área. Era uma bola daquelas boas, lançada rasteira, nas costas da zaga. Era para qualquer atacante entrar com tudo, chutando e com grandes condições de marcar o gol. Mas Kléber não é um atacante qualquer. Ele simplesmente abandonou o lance para abaixar-se e procurar na grama a correntinha de ouro com uma medalhinha, que havia caído de seu pulso.
Parece aquela velha piada que sempre que é contada muda-se o protagonista. E para quem ainda não a conhece, lá vai: O repórter de rádio corre atrás do craque depois da partida e pergunta: ``E aí, o que você achou do jogo``? O craque fala na hora: ``Eu não achei nada, mas ali o Kléber achou uma correntinha de ouro``.
O lance mostra bem, para quem ainda não conhece, como é o artilheiro atleticano. Não é à toa que a torcida atleticana balança entre o amor e o ódio a este que é um dos três maiores artilheiros que o rubro-negro já teve em suas fileiras. Ele é mesmo diferenciado. Faz o estilo desligado, distanciado. Tanto pode chutar de canela na hora de entrar com bola e tudo, quanto pode driblar meio time adversário e marcar o gol. É como se sua inspiração, seu talento, não fosse um passarinho que pousasse de vez em quando sobre ele, mas uma inquieta e assustada borboleta que, com seu vôo impreciso, tocasse o jogador só de vez em quando e em momentos mínimos, às vezes, decisivos.
Virada de mesa Passamos parte do ano passado e deste falando em moralização do futebol. Aconteceram CPIs, medidas provisórias e muita discussão. Nada disso ainda terminou e aproveitando-se que as coisas estão apenas um pouco mais frias, as grandes equipes do futebol brasileiro já falam em virada de mesa para impedir que uma delas caia para a Segunda Divisão. Palmeiras, Flamengo, Botafogo e Vasco estão no ``bico do corvo`` e por isso já começam a se articular para formar uma espécie de ``pacto da não-queda``. Como diria o Boris Casoy, ``Isto é uma veeergooonhaaa``. Se caírem Paraná Clube, Gama e Paysandu, ninguém fala nada.
O fato é que dificilmente um dos grandes citados acima talvez dois conseguirá escapar do rebaixamento. O que o Clube dos 13 e todos os demais precisam aceitar é que o futebol brasileiro precisa também de tradicionais clubes na Segunda Divisão. Fará bem para nosso futebol e faz parte do jogo.

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