Kléber entra em atrito com dirigente
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segunda-feira, 11 de julho de 2011
Daniel Akstein Batista <br> Agência Estado 
São Paulo - O Palmeiras segue sem conseguir controlar os seus craques. Ontem, o atacante Kléber soltou a voz e chamou o vice-presidente Roberto Frizzo de ''medroso e sem caráter''. Apesar das fortes críticas e de tentar passar a fama de vilão para o dirigente, o jogador deve seguir no clube e ainda pode conseguir o tão sonhado aumento salarial.
Kléber resolveu se pronunciar após a sua ausência no clássico do último domingo. Nem a vitória por 3 a 0 sobre o Santos e a volta ao G-4 do Campeonato Brasileiro amenizaram os problemas do time. Após o treino do último sábado, o atleta se reuniu com Frizzo e avisou que não iria para o jogo do Pacaembu - alegou dores na coxa esquerda, apesar de estar relacionado para a partida e ter o aval dos médicos do clube.
Descontente por receber salários menores que Valdivia e Lincoln, por exemplo, Kléber espera ser valorizado no clube. O Flamengo já o procurou, oferecendo cerca de R$ 500 mil por mês, proposta que o interessou. Como ainda não realizou a 7. partida pelo time no Brasileirão, ele poderia atuar por outra equipe na competição. E, por não ter participado das duas últimas rodadas, já tem gente o chamando de ''mercenário''.
''Não tenho culpa se eu joguei bem e fui valorizado por outro clube, que veio até aqui e fez uma proposta. Eu nunca pedi aumento. O Frizzo me chamou na sala dele e falou que ia resolver a situação, ia procurar o financeiro e ver o que podia fazer'', disse Kléber à rádio Estadão ESPN. ''Tenho contrato com o clube e jogaria tendo aumento ou não. O cara não pode falar que vai resolver a situação e depois nem atender o telefone. Ele é medroso, não tem caráter''.
Kléber poupou o presidente Arnaldo Tirone das críticas, mas não negou que sua relação com os chefes está ruim. ''O meu relacionamento com o Felipão é perfeito, com os jogadores é perfeito, mas com a diretoria é péssimo e vai ser cada vez pior se continuar dessa forma. Comuniquei (ao Frizzo) que não jogaria mais com dor. Por que vou jogar no sacrifício se na hora que precisa a diretoria não reconhece o teu esforço?''
Indignado com as declarações de Kléber, Frizzo afirmou que na reunião do último sábado o assunto não foi apenas a lesão do jogador. ''Ele se sentou na minha frente e disse 'quero sair'. Eu disse a ele que não queria que ele saísse, e ele respondeu: 'Ah, mas tem fulano que ganha mais'. Tentei argumentar, dizendo que não fui eu que criei a situação a que ele se referia, foi a diretoria anterior, mas que o Palmeiras honra seus compromissos''.


