São Paulo - Tudo caminha para que o futuro de Kléber seja decidido nos tribunais. Como um casamento, o amor entre o atacante e o Palmeiras chegou ao fim, sendo que o divórcio já é certo. O presidente do clube, Arnaldo Tirone, atendeu ao pedido do técnico Luiz Felipe Scolari e decidiu que o jogador não fica mais no elenco palmeirense. Diante disso, o atleta partiu para o contra-ataque.
Junto com seu empresário, Giuseppe Dioguardi, o atacante esteve ontem no Sindicato dos Atletas Profissionais de São Paulo para saber como deve proceder em relação ao seu caso. Kléber ainda perguntou se contará ou não com o apoio da entidade se entrar na Justiça. E a resposta do sindicato foi positiva.
Na noite da última quarta-feira, Tirone se reuniu com o vice-presidente de futebol do clube, Roberto Frizzo, e com Felipão. Na ocasião, garantiu ao treinador que Kléber não joga mais no Palmeiras enquanto Felipão estiver lá. Aproveitou também para selar um acordo e garantir que o técnico permaneça no clube no ano que vem. Ele tem contrato até o fim de 2012, mas surgiram nos últimos dias várias especulações de que poderia deixar o Palestra no final desta temporada.
Nesta sexta-feira, Felipão vai dar entrevista coletiva na Academia e deve falar do assunto. Enquanto isso, Tirone adia a decisão oficial sobre Kléber o máximo que puder. Assim, o presidente palmeirense ganha tempo para se proteger judicialmente da tentativa de o atacante deixar o clube sem ter de pagar multa rescisória.
Quem acompanha tudo de longe e preocupado é o Cruzeiro, dono de 50% dos direitos econômicos e federativos de Kléber - a outra metade é do Palmeiras. Toda essa confusão desvaloriza o atleta, o que desagrada aos cruzeirenses.

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