O prefeito Alexandre Kireeff (PSD) é cauteloso ao analisar a possibilidade de passar para a iniciativa privada a administração do estádio do Café. A opção foi a alternativa sugerida à FOLHA pelo arquiteto Danilo Carvalho, especialista em arenas esportivas e que participou do projeto de quatro das 12 arenas da Copa de 2014, para uma modernização e viabilização econômica da praça esportiva.
A grande preocupação de Kireeff em uma eventual terceirização do estádio é a relação do investidor com o Londrina e sua gestora, a SM Sports. "É uma das possibilidades, mas não pode ser feita de forma intempestiva. Temos um time, que tem a parceria com uma empresa que investe pesadamente no futebol de Londrina. Nem essa empresa nem o Londrina podem ficar refém de um terceiro proprietário da praça esportiva. A construção dessa solução, que é interessantíssima, é um caminho moderno e uma possibilidade concreta. Tem que ser feita de forma muito planejada para não virar um obstáculo ao desenvolvimento do futebol na cidade e não virar apenas uma arena de shows artísticos", argumentou Kireeff durante o anúncio de patrocínio da Sercomtel ao LEC, na última semana.
A Fundação de Esportes de Londrina (FEL) encaminhou projeto ao Ministério do Esporte solicitando verba para melhorias no Café no valor aproximado de R$ 12 milhões. "Existe um projeto no Ministério do Esporte, mas não nesta dimensão (de modernização completa do estádio). É uma outra linha, mas evidentemente que pode gerar melhorais para a prática do futebol. O momento hoje do governo federal não é o mais confortável para a liberação de recursos. Mas nós temos trabalhado, temos apoio neste sentido, mas evidentemente temos que tratar isso com a cautela necessária porque a expectativa de investimentos do governo federal em 2015 é mais acanhada", disse o prefeito.
Quem participa deste lobby é o gestor do Londrina, Sérgio Malucelli. Ele esteve com o ainda ministro Aldo Rebelo dias atrás e estava empolgado, porém, o anúncio de que a pasta terá outro mandatário ainda esta semana - George Hilton assume o ministério -, pode esfriar a liberação da verba. "Acredito que deva sair algo. Falei que tinha um protocolo de R$ 12 milhões e ele falou que este valor não sairia de jeito nenhum. Me perguntou, então, quais eram as prioridades e eu apontei os vestiários, gramado e iluminação", contou Malucelli.
O gestor disse que havia sondado o ministério e então sugeriu à FEL que protocolasse o pedido. "Tive o contato e coloquei a Fundação na negociação porque tinha que fazer o pedido formal. Me passaram o protocolo, repassei para ele e estou esperando. Existe uma grande possibilidade mesmo com a saída dele (Aldo Rebelo), porque ele vai encaminhar", afirmou Malucelli.

REFORÇOS

O Tubarão se reapresenta na próxima segunda-feira com novidades. Uma delas é o nigeriano Henry Austine Ugochukwu, de 22 anos, que disputou a Série B do Brasileiro pelo Icasa. Além dele, outros dois reforços devem ser apresentados.

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