Buenos Aires - Diego Armando Maradona eternizado em bronze. Esse é o plano do deputado kirchnerista Juan Cabandié, filho de desaparecidos da ditadura (1976-83) e um dos mais ativos parlamentares da Argentina, que propôs a instalação de uma estátua do técnico. ''Maradona faz uma defesa da unidade latino-americana, que ao lado de seu anti-imperialismo explícito é um importante exemplo'', argumentou Cabandié.
A proposta da estátua e o alinhamento de Maradona com os Kirchners coincidiu com os rumores sobre uma eventual candidatura de ''El Diez'' a deputado federal nas fileiras do governo nas eleições do ano que vem. Mas o chefe do gabinete de ministros, Aníbal Fernández, desmentiu tal candidatura.
Apesar do desmentido, Fernández destacou que o governo quer que Maradona continue no posto de técnico da seleção. Em discurso, a presidente Cristina Kirchner ressaltou que espera fazer uma grande recepção a Maradona na Casa Rosada, o palácio presidencial, depois que o técnico se recupere da desclassificação da Copa na quartas de final.
Segundo Luis Majul - autor do livro O Dono, em que disseca o poder dos Kirchners -, Maradona ''no imaginário coletivo é como a fênix que sempre renasce das cinzas''. A aproximação dos Kirchners com Maradona ocorreu em 2008, quando o então ex-jogador - em meio a grande polêmica - foi designado técnico da seleção. De lá para cá, El Diez mostrou-se amigo do presidente Hugo Chávez, da Venezuela, e do líder cubano Fidel Castro, além de se tornar ''garoto-propaganda'' da presidente Cristina.

mockup