Kia se irrita com derrota no México
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sexta-feira, 11 de novembro de 2005
Agência Estado 
São Paulo - Kia Joorabchian ficou irritadíssimo com a derrota para o Pumas por 3 a 0, no México, que desclassificou o Corinthians da Copa Sul-Americana. A derrota custou importante prestígio internacional que o presidente da MSI queria começar a resgatar para o time busca outro patrocínio como o da Samsung para bancar o elenco.
A desculpa de que a equipe agora investirá todas as energias na conquista do Brasileiro não o convenceu, apesar de autorizar o esquema especial para a ida do time ainda hoje ao Paraná. Mas a vitória contra o Coritiba é considerada obrigatória por Kia. Antônio Lopes percebeu que perdeu moral com o empresário e quer o título para seguir normalmente como técnico do time em 2006.
Do lado financeiro, o prêmio pago pela Confederação Sul-Americana ao campeão é considerado 'fraquíssimo' por Kia. Se o Corinthians conseguisse o título embolsaria 'apenas' US$ 600 mil (cerca de R$ 1,3 milhão).
A única satisfação de Kia na derrota estava na escalação. Fábio Costa, Betão, Wendel, Coelho, Fabrício, Bruno Octávio, Ronny, Bobô, Eduardo Ratinho e Dinelson. Foram dez jogadores pertencentes ao Corinthians que jogaram no vexame.
Desde o dia 19 de janeiro, quando perdeu para o Mogi Mirim na estréia do Paulista, nunca tantos jogadores que não pertencem à MSI estiveram em campo em um jogo. O time da época, não deixou saudade: Fábio Costa, Anderson, Wendel e Betão; Coelho, Edson, Rosinei, Renato e Fininho; Jô e Gil. Ou seja: para pessoas ligadas a Kia, a desclassificação da Sul-Americana demonstrou o que é o clube sem o dinheiro da MSI.
Uma pequena comparação que o iraniano traz na memória está no desempenho da equipe nos Brasileiros. Em 2004, a equipe terminou em quinto lugar. Teve 20 vitórias, 14 empates e 12 derrotas. Marcou 54 gols e tomou outros 54. Atingiu 74 pontos. Isso em 46 partidas.
Em apenas 37 jogos, o time reforçado pelos R$ 160 milhões investidos por Kia tem os mesmos 74 pontos. São 22 vitórias, oito empates e sete derrotas. Chegou aos 80 gols e tomou 53.
A dependência corintiana dos reforços trazidos por Kia é imensa. E o presidente Alberto Dualib percebeu. Na busca pela reeleição, o dirigente se reaproximou do iraniano. Ele notou que se continuasse com a briga perderia força na tentativa de nova reeleição no final de janeiro. Ele assumiu o time em 1993 e quer outro mandato.


