Kia espera 'momento certo' para voltar
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terça-feira, 13 de fevereiro de 2007
Robson Morelli<br> Agência Estado 
São Paulo - Kia Joorabchian espera o momento certo para reassumir suas funções na parceria da MSI com o Corinthians. Pretende voltar mais forte do que nunca. Na cabeça do iraniano, o acordo de dez anos feito no fim de 2004 será cumprido. E ele não pretende desistir do Corinthians facilmente. Em entrevista à TV Record, em Londres, chegou a dizer que ''sonha voltar ao clube juntamente com Tevez'', atacante que ele repassou ao West Ham em agosto.
Kia se afastou do Parque São Jorge, segundo sua assessoria no Brasil, por dois motivos: a morte do pai, que o deixou encarregado de coordenar os negócios da família na Inglaterra, e as desavenças com o presidente corintiano Alberto Dualib.
O iraniano rompeu com o cartola porque se cansou das críticas recebidas quando estava no comando do futebol do Corinthians e resolveu deixar que o presidente ''tocasse'' seu trabalho em paz. Como Kia não acredita que o técnico Emerson Leão terá sucesso com o atual elenco - citou a seu assessor que o time tem oito atacantes e nenhum lateral-esquerdo -, dará sua cartada final após os eventuais fracassos do treinador na temporada.
É certo que Kia e Dualib não se sentarão juntos para traçar os rumos da parceria. Na condição de um dos investidores da MSI, ele espera mudanças no cenário político do Corinthians para breve. E, pelo assessor, mandou dizer ainda que no contrato não há cláusula determinando que a MSI mande dinheiro regularmente ao clube. ''A MSI deve pagar as contas. E não faz mais isso porque o Corinthians fica com as receitas da Nike, Samsung, TV e bilheterias'', informou.
Magrão - O destempero do volante Magrão custará caro a ele e ao próprio Corinthians no Campeonato Paulista. Devido ao cartão vermelho recebido contra o São Paulo, ele pegará dois jogos de suspensão automática. O jogador perdeu a cabeça com a derrota parcial para o São Paulo no segundo tempo, e com o que ele entendeu ser humilhação e firula dos jogadores rivais no Morumbi.
Fez falta violenta em Leandro - chutou seu joelho - e levou o cartão vermelho direto, sem que o árbitro Paulo César de Oliveira mostrasse o amarelo. Como entrou em campo pendurado com dois cartões amarelos, e antes da expulsão já havia recebido uma advertência, Magrão será duplamente castigado. Ficará fora do confronto do Corinthians com o Paulista, em Jundiaí, sábado, e contra o Rio Branco, dia 24, no Pacaembu.
O departamento jurídico do clube até pode apelar à Comissão Disciplinar da Federação Paulista de Futebol (FPF), mas a entidade sabe que deve cumprir as regras do regulamento da competição, com riscos de ver o torneio que organiza cair em descrédito caso isso não ocorra.
Dessa forma, Magrão pega um jogo por ter acumulado três amarelos e outro por ter recebido o vermelho. O reserva Daniel, que o técnico Emerson Leão trouxe do São Caetano e de quem gosta muito, deverá ser o substituto de Magrão nos dois próximos compromissos do time.
A despeito das reclamações de Leão sobre um possível pênalti não anotado em Daniel, Rogério Ceni e até Muricy Ramalho ressaltaram que o zagueiro Marquinhos também deveria ter sido expulso no fim do primeiro tempo pelo pênalti cometido no atacante Aloísio.
E que o meia Roger, no calor da confusão minutos antes da expulsão de Magrão, havia tentado atingir Jadilson numa bola parada pelo juiz Paulo César de Oliveira.


