Além das denúncias da ‘‘Rede Globo’’, o empresário Mário Celso Petraglia foi alvo de outra veiculada na mesma noite pela rede ‘‘CNT/Gazeta’’. O jornalista Juca Kfouri divulgou que no aniversário da filha do presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, Petraglia enviou-lhe um presente. O mimo era nada menos do que uma BMW 328 Touring, um dos tops de linha da BMW, cotada a US$ 90 mil na empresa Euro Import, do grupo Inepar, do qual o próprio presidente do Atlético é sócio.
Esta lembrancinha teria sido dada em meio às negociações para que o rubro-negro fosse convidado pela CBF a participar da Copa do Brasil. O jornalista Juca Kfouri afirmou que a informação partiu de um fonte ‘‘bastante confiável’’. Com relação ao envolvimento de Petraglia nessas denúncias ele afirmou que os dirigentes são ao mesmo tempo ‘‘cúmplices e vítimas’’.
Vítimas porque seriam chantageados e extorquidos pelos dirigentes do futebol nacional que abusam de seus cargos, e cúmplices porque acabam concordando com as armações desses dirigentes. ‘‘É difícil para um dirigente de um time em ascenção resistir a um telefonema de uma pessoa dessas que propõe dar uma ajuda, mas é mais difícil ainda acreditar que o presidente de um clube como o Corinthians não possa dizer não a essas propostas’’, afirma Kfouri.
Para o jornalista, é impossível que o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, saia imune a essas acusações. ‘‘Seria o mesmo que dizer que os prefeitos e governadores não têm nada a ver com os casos dos precatórios. Existe uma responsabilidade direta do presidente da CBF. Ricardo Teixeira não pode afirmar que não sabia que Ivens Mendes era candidato porque a campanha dele estava nas ruas’’.

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