São Paulo - O Campeonato Mundial de Clubes será aberto hoje com o confronto envolvendo o atual campeão japonês, o Kashiwa Reysol, e o Auckland City, campeão da Oceania. O jogo será realizado em Toyota, a partir das 8h30 (de Brasília). Quem vencer, encara o Monterrey, do México, pelas quartas de final da competição.
Vindo da Nova Zelândia, um país sem nenhuma tradição no futebol, o Auckland City é um time praticamente amador. Por isso, entra como azarão no jogo desta quinta-feira. Mas, apesar de todo o favoritismo, a equipe japonesa prega respeito ao adversário de estreia.
O Kashiwa Reysol ainda terá o apoio da sua torcida para tentar confirmar o favoritismo. Mas os jogadores da equipe japonesa sabem que é preciso evitar o clima de já ganhou. ''Eles têm jogadores da Argentina e da Costa Rica. E merecem nosso respeito porque foram bons o suficiente para chegar ao Mundial de Clubes'', afirmou o técnico do Kashiwa Reysol, o brasileiro Nelsinho Baptista, ao comentar sobre o confronto com o Auckland City. Ele admitiu, inclusive, que não conhece muito sobre a equipe neozelandesa.
Apesar do respeito ao adversário sem tradição, Nelsinho mostra confiança na vitória do Kashiwa Reysol. ''Não queremos apenas fazer número no Mundial, queremos continuar vencendo'', avisou o técnico brasileiro. ''Vamos dar o máximo em cada jogo. É um sonho disputar o Mundial e queremos jogar bem e vencer'', completou o atacante Kitajima.
Símbolo
Nelsinho Baptista é o símbolo de uma equipe que conta com outros dois brasileiros, os jogadores Leandro Domingues e Jorge Wagner. O 'Mago' Nelsinho, como é chamado pela imprensa japonesa, pediu a seus jogadores que levem muito a sério o Mundial, já que trata-se de uma oportunidade única em suas carreiras.
''Conseguimos bons resultados e não precisamos mudar nosso modo de jogar. Disse aos jogadores que ganharemos se mantivermos nosso atual nível de jogo''.
Nelsinho Baptista confia especialmente na estrela do time, Leandro Domingues, ex-Vitória e Cruzeiro, que terminou a Liga Japonesa como o terceiro na artilharia, com 15 gols, apenas dois atrás do líder, o australiano Josh Kennedy.
Esta é a terceira passagem de Nelsinho Baptista pelo futebol japonês. A primeira aconteceu entre 1994 e 1996, quando dirigiu o Verdy Kawasaki. Depois, em 2003, retornou ao Japão, para treinar o Nagoya Grampus, por dois anos.
Ele chegou ao Kashiwa, em julho de 2009. O Reysol caiu para a segunda divisão no final da temporada, mas a direção do clube manteve Nelsinho e o resultado veio com a volta à primeira divisão, em 2010, e o título nacional de 2011, em uma arrancada inédita.

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