As velocidades não se comparam, a exigência de condicionamento físico também não. Enquanto os carros V8 da Stock Car, a mais importante modalidade do automobilismo brasileiro, chegam a até 280 km/h em pistas rápidas como a de Interlagos (SP), os pequenos karts, com motores de 125 cilindradas e dois tempos não passam de 140 Km/h. Engana-se, no entanto, quem pensa que a maior velocidade exige mais dos pilotos. Segundo o curitibano Wagner Ebraim, que corre pelas duas categorias, o kart é muito mais cansativo do que o bólido da Stock Car.
''Os carrinhos exigem muito mais condicionamento físico e até psicológico dos que os carrões'', diz o piloto, que esteve na cidade para a etapa do Sul-Brasileiro de Kart e para experimentar os novos bancos do Astra V8 com o qual corre pela Stock. ''A sensação de velocidade também é grande, já que estamos bem mais próximos do chão e com o vento batendo direto no corpo'', descreve.
As características fazem do kart uma das melhores opções para os pilotos de outras modalidades que querem manter a forma. É o caso Ebraim, que vai ter que esperar até o dia 9 de abril para correr pela Stock, na abertura do campeonato, em São Paulo. ''O kart também é mais competitivo. Os carros se tocam mais, correm mais perto. É por isso que é uma modalidade que ninguém abandona, mesmo correndo em competições como a Stock ou mesmo a Fórmula 1'', garante ele. (A.M.)

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