Kalil ficará na história atleticana
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sexta-feira, 28 de novembro de 2014
Folhapress 
São Paulo - Eleito em outubro de 2008 para substituir Ziza Valadares, que renunciou ao cargo, Alexandre Kalil, de 55 anos, deixará a presidência do Atlético-MG no próximo dia 3 de dezembro como o maior presidente da história de 106 do clube mineiro. Em sua gestão, o Atlético-MG exorcizou o fantasma de pé frio e conquistou títulos importantes como a inédita Taça Libertadores da América-2013 e a Copa do Brasil-2014 conquistada na noite de quarta-feira sobre o rival Cruzeiro -, além da Recopa Sul-Americana e três mineiros: 2010, 2012 e 2013.
Antes de Kalil, o clube tinha como o maior título de sua história o Brasileiro-1971, além de faturar diversas vezes o Campeonato Mineiro e ser bicampeão da extinta Copa Conmebol (1992 e 1997) e outros torneios amistosos.
"Saio com a sensação absoluta de dever cumprido, graças a Deus e a Santa Rita de Cássia. Tenho absoluta certeza de que não poderia morrer sem ser presidente do Atlético-MG", disse Kalil, que será substituído por Daniel Nepomuceno, eleito por aclamação. "Acabou aquele negócio de ser bonito e sofrer. Passamos pela faixa de Gaza e tomamos Jerusalém. Meu maior legado é dar ao torcedor o ódio de perder e a alegria de ganhar. Porque eu não gosto de perder, sou mal educado quando perco, e avacalho qualquer jogo", acrescentou Kalil em entrevista à rádio Globo.
A trajetória de Alexandre Kalil no Atlético-MG teve um começo difícil. Filho de Elias Kalil, presidente do clube no início da década de 80, que conquistou cinco estaduais em seis anos, o dirigente viu a equipe brigar contra a degola no Brasileiro de 2010 e 2011 - a exceção foi em 2009. O presidente, porém, começou a mudar a história quando anunciou a contratação de Ronaldinho em junho de 2012. Na oportunidade, o clube foi vice-campeão brasileiro e ganhou a vaga na edição de 2013 da Taça Libertadores, quando conquistou o inédito título. O mandatário também viu a equipe naufragar no Mundial de Clubes, quando foi eliminado pelo Raja Casablanca, do Marrocos.
Um torcedor atleticano que comemorava na madrugada desta quinta-feira a conquista do título da Copa do Brasil caiu de um ônibus urbano em Belo Horizonte e morreu. Segundo a polícia, Diogo Silva, de 25 anos, colocou a cabeça para fora do veículo, se chocou contra uma árvore, caiu fora do veículo e morreu na hora.
Alguns passageiros do ônibus disseram à polícia que o rapaz estaria tentando subir para "surfar" no teto do ônibus em movimento. Antes do acidente, outros torcedores estavam sobre o teto do veículo. O motorista, que não teve o nome divulgado, disse à polícia que parou o ônibus, pediu que eles descessem e seguiu o trajeto.
Cerca de 20 torcedores embarcaram no bairro Serrano, em Contagem (MG), com destino ao centro de Belo Horizonte. Eles iam comemorar o título atleticano.


