São Paulo - Depois de quase 11 meses, o meia Kaká retorna hoje à seleção brasileira com uma missão dupla: reconquistar seu espaço e ajudar o técnico Dunga a preservar o dele. Convocado para os jogos das Eliminatórias contra Venezuela, neste domingo, em San Cristóbal, e a Colômbia, no dia 15, no Rio, o jogador do Milan retorna à equipe num momento de uma calmaria mais aparente do que real.
A seleção está em segundo lugar na briga para ir à África do Sul - 13 pontos e melhor saldo que Argentina e Chile, contra 17 do líder Paraguai -, mas tropeços e más apresentações nessas duas partidas certamente farão recrudescer o movimento pelas destituições do treinador.
Este é um dos motivos que a presença de Kaká é importante para Dunga, que desde que assumiu a seleção, há pouco mais de dois anos, várias vezes esteve às turras com o melhor jogador do mundo. A presença do meia é esperança de melhoria do nível do futebol apresentado pela equipe principal em praticamente todas as partidas - amistosas e oficiais - disputadas neste ano, exceção feita à vitória por 3 a 0 sobre Chile, no mês passado.
Kaká parece ter superado a contrariedade com Dunga, pelo fato de o técnico ter duvidado de sua manifesta disposição de participar da seleção olímpica que foi à China em agosto e acabou por conquistar a medalha de bronze nos Jogos de Pequim. O meia foi vetado por causa de uma artroscopia no joelho esquerdo feita em maio, mas Dunga achou que ele não se empenhou muito para convencer o Milan a liberá-lo para ir à Olimpíada.
Cortes
A Confederação Brasileira de Futebol anunciou ontem que o meio-campista Júlio Baptista, da Roma, foi cortado da seleção brasileira. Para o seu lugar, Dunga convocou o meio-campista Alex, que defende o Internacional. Outro jogador cortado é o zagueiro Alex Costa, do Chelsea. No entanto, a CBF ainda não anunciou seu substituto.

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