Cuiabá - Sem dúvida o jogador da seleção brasileira mais assediado durante a semana, em Cuiabá, foi o meia Kaká, do São Paulo. Em meio a centenas de pedidos de autógrafos e entrevistas, não se cansou de repetir que, pelo menos para ele, a partida amistosa desta quinta-feira, diante da Islândia, é o ‘‘jogo da vida’’.
Independentemente da evidente fragilidade do adversário, formado por jogadores paraticamente amadores, a maioria deles trabalhando em outras áreas alheias ao esporte, a jovem revelação do futebol brasileiro sabe que terá de provar, no campo, que é capaz de manter a mesma personalidade com a camisa da seleção brasileira que vem demonstrando no clube.
O próprio Kaká aponta a manutenção de sua performance técnica e emocional como seu grande desafio esta noite na capital mato-grossense. ‘‘Preciso fazer na seleção o que venho fazendo no São Paulo, pois foi isso que me trouxe até aqui’’, disse.
‘‘É claro que não posso negar que a ansiedade é grande e diferente. Mas cabe a mim conter esse sentimento e impedir que ele me atrapalhe no campo.’’
E para ajudá-lo, além dos conselhos dos jogadores mais ‘‘rodados’’ na seleção, o meia são-paulino conta também com um auxílio especial: seus pais. ‘‘Converso com eles todos os dias’’, afirmou. ‘‘Não temos um horário específico para telefonar. Nos falamos quando precisamos ou temos vontade.’’
Paralelamente a isso, o atleta não deixa de lado sua religiosidade. ‘‘Para segurar um pouquinho essa ansiedade, também procuro ler a Bíblia.’’
Embora tenha sido confirmado como titular no jogo desta quinta-feira, Kaká disse que nunca teve uma conversa particular com o técnico da seleção, Luiz Felipe Scolari. ‘‘Acho que nas duas primeiras convocações ele me analisou extra-campo’’, afirmou. ‘‘Mas agora vai fazer isso dentro dele. Por isso essa partida é tão importante para mim.’’ Mas se o treinador não comenta nada, como saber se está agradando? ‘‘Não sei, talvez o fato dele (Scolari) não ter falado nada seja um bom sinal.’’

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