Teresópolis - Com chuteiras prateadas e que levam a inscrição ''I belong to Jesus'' (''Eu pertenço a Jesus''), Kaká concedeu uma entrevista exclusiva à Agência Estado. Na conversa, o meia falou sobre sua ascensão meteórica, sua importância para o Milan e sobre a expectativa de formar um ''super-ataque'', ao lado de Robinho e dos dois Ronaldos. E falou também sobre seu sonho de ser eleito o melhor jogador do mundo, já este ano.
Agência Estado: Em quatro anos, você brilhou pelo São Paulo, depois foi vaiado, vendido e agora brilha no Milan. Na seleção, rapidamente conquistou um lugar no grupo e agora já é até titular absoluto. Qual o balanço que você faz da sua carreira?
Kaká: Pra mim, está tudo fantástico. Tudo aconteceu com muita velocidade. Foi uma questão de aproveitar as oportunidades que foram surgindo. Hoje, me sinto um jogador pronto.
AE: No ano passado, você foi eleito o melhor estrangeiro em atividade na Itália...
Kaká: (interrompendo) e também o melhor jogador do campeonato no geral.
AE: Sim, e ainda foi cotado para a eleição do melhor do mundo. Acha que tem chance este ano?
Kaká: Acho que sim, mas vai depender muito do que acontecer neste final de Campeonato Italiano e também nas Eliminatórias. É claro que um prêmio individual como esse é muito legal e jogando pelo Milan as chances de consegui-lo são boas. O Schevchenko conquistou ano passado a Bola de Ouro (prêmio de melhor do mundo na opinião dos jornalistas europeus). O Van Basten e o Weah também foram premiados quando jogavam no Milan.
AE: E essa é mais uma prova de que sua trajetória foi muito rápida, não?
Kaká: Acho até que, no Milan, foi rápido demais. Não esperava ter esse sucesso logo tão cedo. No São Paulo, a expectativa para me firmar foi maior, demorou mais. Depois, as coisas passaram a acontecer mais rápido.
AE: Há uma grande expectativa em torno da possibilidade de você, o Robinho e os dois Ronaldos atuarem juntos nesses jogos contra Peru e Uruguai. Acha que é possível?
Kaká: Não sei, isso depende do Parreira. Nada foi falado ainda. Claro que eu sei dessa ansiedade para que a gente seja escalado. Até para nós seria bem legal. Eu, particularmente, já joguei com os dois Ronaldos aqui e com o Robinho na seleção Sub-23. Em todos os casos, foram experiências maravilhosas.
AE: Há até uma pressão para que vocês não apenas vençam, mas dêem um show em Goiânia. O que acha disso?
Kaká: Nós também queremos isso, mas o primeiro objetivo é vencer, não só o Peru, mas também o Uruguai. Com seis pontos, ficaríamos bem mais perto da vaga na Copa. Se der para jogar o futebol espetáculo, melhor. Se não, o que importa é vencer. (Agência Estado)

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