São Paulo - O meia-atacante Kaká disse ontem, por meio de sua assessoria de imprensa, que queria jogar a Olimpíada de Pequim, mas que o Milan não deixou, desmentindo assim comentário feito ontem de Silvio Berlusconi, ex-presidente do Milan.
Na nota de Kaká, o atleta reitera que ''mantém sua vontade de representar a seleção brasileira no Jogos Olímpicos de 2008, como já declarou publicamente em diversas vezes'' e que ''o veto partiu oficialmente do Milan, na figura de seu presidente em exercício, Adriano Galiani''.
Berlusconi, em meio a um encontro político (ele não ocupa mais oficialmente o posto de presidente do Milan), disse que Kaká é que não queria jogar a Olimpíada de Pequim ''por estar cansado''.
O clube italiano confirmou ontem oficialmente a versão dada pelo jogador brasileiro, maior astro do time italiano atualmente. ''Sobre as notícias surgidas no Brasil, o Milan reafirma a posição já manifestada anteriormente em diversas ocasiões. O clube não vai conceder a permissão para a participação de Kaká na Olimpíada de Pequim'', diz o comunicado no site oficial do clube.
A saia justa entre Kaká e Berlusconi não impediu o atleta de citar o poderoso dirigente e político italiano em sua nota oficial. Kaká diz que ''desconhece o contexto em que foram dadas as declarações do primeiro-ministro Silvio Berlusconi no Japão''.
Kaká ressalta que ''em nenhum momento conversou com Silvio Berlusconi sobre assuntos relacionados ao futebol'' e que ''respeitou sempre as decisões do presidente do Milan, Adriano Galiani''.

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