São Paulo - Titular do São Paulo com 18 anos. Pentacampeão mundial. Vaga no time principal do Milan, um dos mais badalados do planeta, em poucas semanas. Maior astro da atual seleção olímpica.
Apesar do currículo, o meia-atacante Kaká, 21, terá domingo uma experiência inédita, mas já vivida por atletas menos badalados. Em amistoso contra a Jamaica, na Inglaterra, às 11 horas (de Brasília), vai começar uma partida da seleção principal com suas maiores estrelas pela primeira vez.
Em quase dois anos no time nacional, Kaká disputou seis confrontos vindo do banco. A única titularidade aconteceu com Luiz Felipe Scolari, antes da Copa-2002, em jogo contra a Islândia, quando só atletas que então atuavam no Brasil foram chamados. ''É uma oportunidade, e a vida é feita de oportunidades que a gente tem que aproveitar'', disse Kaká, ao saber que Carlos Alberto Parreira o confirmou como titular na vaga do lesionado Ronaldinho. O posto no time principal da seleção é o cume da transformação do jogador em apenas um ano.
''Vivo momento especial na minha carreira. Estou feliz no meu novo clube e na seleção. Sinceramente, não esperava uma ascensão tão rápida'', afirmou o meia-atacante. O atleta não entra na polêmica sobre sua participação no Pré-Olímpico, que será realizado em janeiro, no Chile. ''Eu quero jogar, seja no Milan ou na seleção. Não vou me envolver nesse caso. Os dirigentes que se entendam.''
No Milan, Kaká afirma desempenhar funções diferentes a cada jogo. ''Contra a Inter (domingo, quando marcou seu primeiro gol pelo clube), joguei como estava acostumado (mais adiantado). Mas está sendo bom aprender a mudar de posicionamento a cada jogo'', disse o ex-são-paulino, que aponta a comida como um dos fatores que facilitam sua adaptação ao modo de vida italiano.

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