São Paulo - A camisa 10 e a tarja de capitão em um e o banco de reservas para quem não cansa de ganhar prêmios de melhor do mundo foram sintomáticos. Em Basiléia, na vitória sobre a Suíça por 2 a 1, a seleção brasileira fechou sua temporada com seus dois maiores astros na ativa em lados extremos.
Apesar do fracasso na Copa da Alemanha, Kaká, indicado por Dunga para ser o capitão na ausência de Lúcio, fechou seu melhor ano com a camisa do Brasil. Ele é o artilheiro da era Dunga (com quatro gols) e, com o tento que marcou ontem, dividiu com Ronaldo a liderança na artilharia da seleção brasileira em 2006 (sete para cada um).
O ex-são-paulino vestia a 10 que era de uma estrela que viveu nesta temporada um pesadelo na seleção brasileira. Ronaldinho, que hoje usava a 20, esteve em campo contra os suíços por apenas 30 minutos. Mais uma vez passou em branco, terminando assim 2006 sem um mísero gol pelo time nacional - ele não marca desde a Copa das Confederações da Alemanha, em junho do ano passado.
Tanto Kaká como Ronaldinho começaram a gestão Dunga, que completou seu sexto jogo no cargo sem derrotas, de ''castigo''. Só que o milanista virou querido do treinador, que elogia sua aptidão para questões táticas e sua liderança. Já Ronaldinho já teve sua forma física criticada por Dunga, e por enquanto segue sem reclamar da reserva.
No confronto amistoso de ontem, o Brasil fez dois gols e não foi vazado enquanto Ronaldinho estava no banco de reservas. Quando ele entrou, foi a vez dos brasileiros não marcarem e os suíços balançarem a rede uma vez. A Suíça, que terminou a Copa do Mundo sem ter tido sua defesa vazada, mostrou uma retaguarda pouco confiável ontem.
Primeiro, viu Luisão subir na pequena área para abrir o placar. Depois, ainda no primeiro tempo, o goleiro Zuberbuhler protagonizou lance patético ao acertar o zagueiro Djourou, que estava a poucos metros dele, em uma reposição de bola, que sobrou para Kaká fazer o segundo brasileiro.
No segundo tempo, não demorou muito para a seleção ficar desfigurada por causa das alterações de Dunga. E com Ronaldinho em campo o Brasil tomou pressão depois que aos 25 minutos Hélton e Maicon devolveram a lambança suíça. O goleiro não cortou o cruzamento e o lateral-direito, pressionado por Frei, marcou gol contra.

EM BASILÉIA

Suíça 1

Zuberbuhler; Lichtsenieer (Ingler), Djorou (Mueller), Senderos e Magnin; Vögel (Dzemaili), Streller (Maragiraz), Barnetta e Cabanas (Yakin); Vonlanthen (Degen) e Frei. Técnico: Jakob Kuhn

Brasil 2

Hélton; Maicon, Luisão, Juan e Adriano; Fernando (Tinga), Dudu Cearense (Daniel Carvalho), Elano (Diego) e Kaká; Rafael Sobis (Ricardo Oliveira) e Robinho (Ronaldinho). Técnico: Dunga

Árbitro: Markus Merk (Alemanha)
Estádio: Sankt Jakob Park
Gols: Luisão, aos 22, e Kaká, aos 35 minutos do 1º tempo; Maicon (contra), aos 25 minutos do 2º tempo

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