São Paulo - Sessões de fisioterapia serão a estratégia para Kaká não desfalcar a seleção brasileira nos jogos contra Equador, no dia 28, e Peru, em 1º de abril. Ontem, um dia depois de deixar o Milan durante o jogo contra o Siena, na sua volta aos gramados depois de um mês afastado por uma lesão no pé esquerdo, o meia-atacante passou por exames que não detectaram uma nova contusão.
Mas as dores no pé antes machucado voltaram com muita força - a região tinha um forte inchaço até ontem. Kaká e os médicos do Milan optaram pela fisioterapia antes de decidir pelo corte para os jogos da seleção. Segundo a assessoria do jogador, o clube italiano irá comunicar os passos do tratamento à CBF.
A decisão deve ser tomada até o final desta semana, já que a ideia é que Kaká viaje para o Brasil - a apresentação da seleção para os treinos em Teresópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, acontece na próxima terça-feira - apenas se tiver chances de jogar contra equatorianos e peruanos.
Qualquer que seja o desfecho dessa contusão, está será a temporada em que Kaká menos vai jogar desde que se transferiu para o Milan, no início da temporada 2003/2004. O melhor do mundo em 2007 disputou apenas 26 partidas oficiais pelo Milan na temporada 2008/2009. Mesmo que volte ao time já na próxima rodada do Italiano, o que parece bastante improvável, ele vai terminar com 36 jogos. Nas outras cinco temporada em que defendeu o clube italiano, Kaká fez, em média, 47 partidas oficiais por ano.
Roteiro
A CBF divulgou ontem a programação do time nacional para o jogo contra o Equador. Assim como aconteceu nas eliminatórias para as Copas de 2002 e 2006, a seleção vai para Guayaquil, no nível do mar, e só embarca para Quito, local do jogo e a 2.850 m de altitude, no dia da partida.
Essa tática não funcionou nos últimos dois classificatórios - em ambos, o Brasil foi derrotado por 1 a 0. O time ainda fará uma desgastante viagem para Porto Alegre, local do jogo contra o Peru - serão quase nove horas de voo.

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