Em fevereiro deste ano, num jogo do Alemão, o Bayern de Munique, que vencia por 6 a 0, teve um pênalti a seu favor no último minuto. Oliver Kahn foi cobrar. Queria marcar um gol por seu seu clube. Foi até a área adversária e bateu. A bola explodiu na trave.
Sua fama, porém, continuou a crescer, o que marca sua distância em relação aos goleiros que ficaram famosos nas últimas Copas não exatamente por suas defesas. Kahn é diferente de Goycoechea, o pegador de pênaltis, e de Chilavert, o exímio cobrador de faltas. ‘‘Fazer um gol de pênalti seria algo extraordinário. Mas não é minha missão’’, afirma o alemão.
Se é assim, parece que as coisas têm dado certo para ele. ‘‘O que Kahn defendeu nesta Copa, eu nunca tinha visto antes’’, disse Franz Beckenbauer. ‘‘Não há dúvida de que ele é o melhor goleiro do mundo há três anos’’, afirmou Sepp Maier, um dos melhores goleiros da história, que hoje é técnico de Kahn no Bayern de Munique e na seleção.
No domingo, leva a campo sua autoconfiança. ‘‘Tenho respeito por Ronaldo, Ronaldinho e Rivaldo, que são fantásticos, mas eles ainda têm que me vencer’’, diz. Nesta Copa, só o irlandês Robbie Keane o superou, na segunda rodada. Depois disso, Kahn parou tudo que apareceu, incluindo um bombardeio pesado do americano Donovan nas quartas-de-final.
Diz que fica ‘‘orgulhoso’’ com os elogios, mas recusa o papel de responsável único por levar o time à final. ‘‘A defesa e o ataque trabalharam muito’’, conta o goleiro. Reserva nas duas últimas Copas, ele tem, aos 33 anos, o que pode muito bem ser sua última chance. Na primeira fase, quando a Alemanha estava no Japão, chegou a dizer que não via diferença entre o Mundial e as competições com o Bayern. Já mudou de idéia. (Agência Folha)

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