Quando Brasil e Alemanha entrarem em campo, hoje, em Yokohama, o título de melhor jogador do Mundial estará em disputa. Oliver Kahn e Rivaldo brigam pelo prêmio. Quem ganhar será eleito o melhor. No Japão, como observador da Fifa, o técnico Carlos Alberto Parreira diz que a entidade está decidida a optar por um dos dois como o principal jogador da Copa. Apenas uma atuação excepcional de Ronaldo pode reverter esse cenário.
Kahn e Rivaldo começaram a disputa fora de campo. Ambos afirmaram que o outro não pode ser considerado o melhor, antes de se enfrentarem. Para o alemão, o ataque brasileiro tem que marcar gols nele para provar a superioridade. Rivaldo rebateu. ‘‘Podemos falar o mesmo. Para ser o melhor do mundo, ele não pode deixar passar nenhum gol da seleção. Vamos ver depois do jogo.’’
Rivaldo sempre diz que, mais importante do que ser o melhor, é conquistar o título. Mas reconhece que os dois objetivos estão entrelaçados. Mas o jogador não se ilude com os elogios. Nas vésperas da final de 98, estava cotado para ser eleito melhor do Mundo e o Brasil era favorito, mas o time perdeu. ‘‘Falaram que eu podia ser o melhor da Copa e perdemos a final de 3 a 0. Só podemos fazer isso depois de ganhar o título.’’
Naquela época, ele vivia um momento tão bom quanto o atual, mas há diferenças. Neste Mundial, Rivaldo foi mais ofensivo e, ao mesmo tempo, se superou para ser eficiente na marcação. Agora, seu último obstáculo é a ansiedade anterior à final. Mas nada que o assuste. Até porque, prefere decisões. ‘‘Jogadores do meu nível, do Ronaldo e do Ronaldinho sempre gostam de jogos como o de hoje.’’ (Agência Lancepress!)

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