O sonho olímpico de Gustavo Kuerten terminou ontem na eficiência do russo Yevgeny Kafelnikov em quadras rápidas. Em 1h28, Kafelnikov fez 6/4 e 7/5 e se classificou para a disputa de uma vaga na final do tênis da Olimpíada de Sydney, marcada para a próxima quinta-feira. A derrota nas quartas-de-final tirou de Guga a possibilidade de lutar por medalha numa competição em que ele fez questão de participar, depois de superar a disputa entre um de seus patrocinadores, a Diadora, e o Comitê Olímpico Brasileiro. Kuerten deixará Sydney na sexta-feira para disputar um torneio em Hong Kong e um no Japão. Até lá, ficará treinando e descansando em Sydney.
A eliminação prematura deixa o Brasil sem uma de suas maiores chances de medalha e tira da disputa seu atleta com maior carisma. Mesmo derrotado ontem, Guga foi até um grupo de torcedores que o apoiou o tempo todo para dar autógrafos e cumprimentá-los na arquibancada. Na sala de conferências, posou para os fotógrafos e atendeu a todos com paciência.
Um consolo para Kuerten é que ele viaja a Hong Kong para a disputa de um torneio do circuito da ATP na condição de líder da Corrida dos Campeões, o ranking dos melhores jogadores da temporada. Guga jogará em companhia do parceiro Jaime Oncins, que veio à Austrália para disputar a chave de duplas e foi eliminado na primeira rodada. Em Hong Kong, eles formarão dupla e esperam ter melhor sorte que na Olimpíada. Nas cinco partidas que disputou nos Jogos Olímpicos, Guga perdeu duas – uma de simples e uma de duplas.
Ao contrário do brasileiro, Kafelnikov disse logo após a partida que trocaria qualquer título, exceto o de um Grand Slam, por uma medalha olímpica. Para Guga, uma medalha teria valor especial, mas não a trocaria por nenhum dos torneios que já ganhou em sua carreira. ‘‘Um Grand Slam não se troca por nada’’, disse.

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