Kafelnikov é o campeão na Austrália
Da Redação
O tenista russo Yevgeny Kafelnikov acabou com a festa da alegre e bonita torcida sueca em Melbourne. Com um jogo consistente, em uma final de muitas trocas de bolas, derrotou ontem o sueco Thomas Enqvist por 3 sets a 1, parciais de 4/6, 6/0, 6/3 e 7/6 (7/1), em 2h26, e levou o título do Aberto da Austrália de 1999. Este é o segundo troféu de um torneio do Grand Slam na carreira de Kafelnikov, um tenista de poucos sorrisos e quase nenhum carisma, mas dono de um tênis de indiscutível eficiência.
Pela vitória, recebeu um prêmio de US$ 500 mil e com os 770 pontos somados na Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), irá aparecer na terceira colocação na lista do ranking a ser divulgada hoje, a melhor posição de sua carreira. Para o sueco Enqvist, além do carinho da torcida, restou um cheque de US$ 300 mil e a possibilidade de voltar a ficar próximo dos dez primeiros, ocupando o 11º lugar.
A decisão do título não foi tão bonita como se esperava. O tenista sueco, que estava invicto este ano, tendo vencido os torneios de Adelaide e de Kooyong Park, em Melbourne, cometeu um número exagerado de erros não forçados: 62 do total dos quatro sets. Mas mesmo nos momentos mais difíceis para o sueco, a torcida deu uma cor alegre. Os vikings fizeram uma bonita festa nestas duas semanas e mereceram até um agradecimento público do tenista vice-campeão. Desde 1993, com Stefan Edberg um jogador da Suécia não ia a uma final de Grand Slam, mas mesmo assim os suecos tiveram a torcida mais marcante em Melbourne.
Frio e sem ligar muito para a torcida, Yevgeny Kafelnikov surpreendeu ao comemorar com vibração o match-point do campeonato. Atirou longe sua raquete, como que sorteando um presente para o público. Depois, na entrevista coletiva, confessou que vencer na Austrália é um sentimento diferente do que teve, quando ganhou Roland Garros em 1996, no primeiro título do Grand Slam. A situação é outra, disse. Da primeira vez fiquei muito surpreso e definitamente muito contente e agora tenho um grande sentimento, orgulho, mas é diferente.
Apressado, pois teria de tomar um avião para viajar para a Europa (amanhã estréia no torneio de Marselha, França), Kafelnikov pediu uma entrevista rápida. Confirmou o que havia dito no dircurso de agradecimento, que o fato de Pete Sampras não ter disputado o torneio, abriu um caminho enorme para sua conquista e nem mesmo conversou em russo, como costuma fazer.
Ranking - No ranking da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP) a ser divulgado hoje, os 11 primeiros colocados serão estes: 1º, Pete Sampras; 2º, Alex Corretja; 3º, Yevgeny Kafelnikov; 4º, Patrick Rafter; 5º, Carlos Moya; 6º, Marcelo Rios; 7º, Andre Agassi; 8º, Tim Henman; 9º, Richard Krajicek; 10º, Greg Rusedski; e 11º, Thomas Enqvist.
Doping - Depois de tantos problemas e discussões com o caso de Petr Korda, a Federação Internacional de Tênis (ITF) confirmou ontem seu apoio a intensificação do controle antidoping no esporte. O presidente da entidade, Brian Tobin, disse que tanto a modalidade masculina, como a feminina do tênis irão respeitar e adotar as determinações a serem discutidas nesta semana, na conferência do Comitê Olímpico Internacional, em Lausanne, Suíça. Assim, no casos considerados classe 1 de substâncias proibidas, como no de Petr Korda, a suspensão deverá voltar a ser de 1 a 2 anos.





