Juventude do
rubro-negro
faz a diferença
Edmundo Inagaki
A juventude do Atlético, equipe com média de idade inferior a 21 anos, fez a diferença na goleada de 4 a 1 sobre o Coritiba, ontem à tarde, no Pinheirão.
Explorando o vigor físico dos zagueiros Gustavo e Wilson, jogando ao lado ‘‘vovô’’ Edinho Baiano, além dos volantes Renato e Paulo Miranda, um dos líderes do grupo, o técnico Abel Braga anulou a movimentação da meia-cancha e do ataque coxa-branca. Pelas laterais, Luisinho e Dedé se encarregaram de barrar o apoio de Reginaldo Araújo e Rubens Júnior.
A ostensiva marcação rubro-negra deixou atônito o treinador adversário Valdyr Espinosa. Antes mesmo do primeiro gol atleticano, aos 14 minutos do primeiro tempo, Espinosa já vislumbrava o pior. ‘‘Hoje fomos surpreendidos. Poderíamos ter perdido por um, dois gols, mas cometemos muitas falhas e o placar reflete isso.’’
Municiados por Nélio, maestro absoluto do meio-campo e responsável por mais um gol improvável - ‘‘espírita’’ na definição de alguns, os velocistas Adriano e Warley cansaram de romper a barreira imposta pela lentidão de Ronaldão e Flávio, que não deu conta da ingrata missão de substituir Gélson Baresi.
A beira de um ataque de nervos, a zaga alviverde cansou de correr atrás dos moleques rápidos e rasteiros. Foi o dia de glória de Adriano, conhecido entre os companheiros por ‘‘Gabiru’’, o franzino e serelepe rato nordestino.

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