Porto Alegre, 03 (AE) - Mais que a taça da competição, o Juventude disputa na final da Copa do Brasil o maior título da história do clube desde sua fundação, há 86 anos. A equipe conseguiu a vaga depois de derrotar o Inter por 4 a 0, ontem no Beira-Rio, e espera pelo resultado de Palmeiras e Botafogo, no dia 11, para conhecer o adversário na decisão.
"A própria imprensa diz que este é o maior feito da história do clube", afirmou hoje o presidente do Juventude, Milton Scola
sobre a classificação inédita. "A meta era montar uma equipe forte para ter sucesso. Não projetamos chegar à final, mas sim enfrentar com tranquilidade equipes de maior tradição", resumiu o dirigente.
O desempenho na Copa do Brasil confirma a boa trajetória da equipe nos últimos anos. O Juventude bateu o Inter em 1998 e venceu o Gauchão. Em 97, havia ficado entre os oito melhores times do Campeonato Brasileiro.
Para a decisão, o técnico Valmir Louruz não poderá contar com três jogadores importantes. O volante Lauro, o zagueiro Índio e o atacante Maurílio receberam o terceiro cartão amarelo e não disputam a primeira partida, que deverá ser realizada na cidade serrana de Caxias do Sul (RS), no estádio Alfredo Jaconi - o que ainda não foi oficialmente definido. A dificuldade não deverá abalar o time, segundo Scola, pois os resultados são baseados "no trabalho de grupo".
Além de perder três titulares no primeiro jogo, o Juventude terá de decidir a copa fora de casa. Scola disse que o fato não preocupa os jogadores e lembrou três situações idênticas nesta competição. O Alviverde gaúcho garantiu vagas disputadas no campo dos adversários contra o Corinthians, Bahia e Inter. "O time é maduro, os jogadores já atuaram em grandes clubes", acrescentou.
O presidente do Juventude tem uma preferência entre os dois possíveis adversários na final da Copa do Brasil. Scola gostaria de disputar a decisão contra o Palmeiras, pois os dois clubes "têm mais afinidade", afirmou, acrescentando que o patrocinador é o mesmo (a Parmalat).
Apesar disso, resaltou que não haveria facilidades para o Palmeiras em uma eventual disputa. "Em 95, todo o Brasil achava que o Juventude iria entregar o jogo para o Palmeiras no Campeonato Brasileiro", recordou.
Na época, o time paulista precisava da vitória e o empate em 1 a 1 frustrou seus planos.
O dirigente de Caxias do Sul torce pela vitória do Palmeiras na Libertadores, pois acredita que isto abriria espaço ao Juventude na competição no próximo ano. Com a conquista, o Palmeiras garantiria automaticamente vaga em 2000. Na hipótese de o time paulista chegar à final da Copa do Brasil e vencer, a vaga seria do Juventude mesmo com o vice-campeonato.
Antes de pensar no adversário da Copa do Brasil, o Juventude terá de decidir a semifinal do Gauchão novamente contra o Inter. Os dois devem disputar amanhã(4) a primeira de duas ou três partidas em sistema de playoff. O vencedor fará a final contra o vitorioso de Grêmio e Veranópolis. O segundo confronto entre Inter e Juventude está previsto para domingo.

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