São Paulo - Por enquanto, o torcedor são-paulino precisará se contentar com o time que iniciará a temporada. Mesmo depois do técnico Ney Franco admitir que gostaria de contar com pelo menos mais um jogador de ataque, o presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, afirmou ontem que o clube não pretende procurar nenhum outro jogador após a negociação com o chileno Eduardo Vargas ter fracassado.
O discurso da diretoria era de que, caso a negociação com o chileno não desse certo, ninguém seria contratado, mas Juvenal Juvêncio agora diz que alguém pode chegar caso aconteça um negócio tido como de oportunidade. O tempo para isso, porém, pode ser longo. "Não vemos a curtíssimo prazo um substituto para o Vargas. Claro que vamos olhar, continuar procurando, mas não vejo", explicou o presidente.
Sobre Kaká, que declarou que gostaria de deixar o Real Madrid e voltar para o Milan, o presidente foi enfático: o São Paulo não tem condições financeiras para arcar com o salário do meia e, por isso, ele não faz parte dos planos.
"Vocês não sabem quanto ele ganha, eu sei. É um grande salário que não há nenhum clube que pode pagar, nem aqui no Brasil e nem fora. Quando converso com jogador, digo logo de cara que não temos dinheiro para pagar, que ele está rico e vem ganhar nossos salários. Não nos vangloriamos disso, não pagamos porque não dá. Mais do que não poder, não devemos. Estou assustado com alguns clubes brasileiros, sobretudo os do Rio, com o que eles pagam. Não pode pagar, eles vão quebrar! Isso que alguns já quebraram", ponderou Juvenal Juvêncio.

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