Curitiba - O juiz Paulo Ricardo Pozzolo, da 8 Vara de Trabalho de Curitiba, proferiu ontem pela manhã a sentença final sobre o caso do atacante Dagoberto, do Atlético Paranaense. A decisão é favorável ao clube e o jogador teve sua tutela antecipada confirmada, com prorrogação de contrato por 250 dias, até 29 de março de 2008. Para o procurador do atleta, Naor Malaquias, que analisa a possibilidade de recorrer, ''o contrato do Dagoberto virou um contrato por tempo indeterminado''.
O Atlético cobrou na Justiça do Trabalho a prorrogação de contrato porque alegou ser prejudicado com as lesões de Dagoberto, já que o jogador passou boa parte de seu vínculo com o Furacão se recuperando de uma cirurgia no joelho. A decisão judicial não somente aceita a argumentação do Furacão como também prevê nova prorrogação no caso de futuras contusões semelhantes.
''A situação pior não é a vigência. Esse contrato virou por tempo indeterminado desse jeito. Como o Dago vai jogar sabendo que se machucar o vínculo pode ser prorrogado?'', indaga Malaquias, insatisfeito com a decisão da Justiça do Trabalho.
Uma reunião entre Dagoberto e seu procurador, na noite de ontem, definiria as reações do jogador perante a decisão da Justiça. O Atlético por enquanto não se manisfesta sobre a possibilidade de reintegração do atacante ao grupo do técnico Vadão e nem a chance de um novo acordo entre as duas partes.
A equipe volta a se concentrar hoje visando a segunda partida das quartas-de-final da Copa Sul-Americana, contra o Nacional, amanhã, na Kyocera Arena. O meia Válber, expulso no jogo de ida, cumpre suspensão automática. O goleiro Cléber e o lateral-direito Jancarlos recuperam-se de contusão e podem estar à disposição de Vadão.

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