Justiça penhora passe de Roger
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quinta-feira, 09 de novembro de 2000
Agência Estado Do Rio de Janeiro 
A confusão na transferência do meia Roger, do Fluminense, para o Benfica, de Portugal, ficou ainda mais tumultuada ontem, com a decisão da 6ª Vara Cível de penhorar o passe do jogador. A indisponibilidade do passe aconteceu porque o ex-jogador Renato Gaúcho entrou com uma ação na Justiça para cobrar do clube carioca uma dívida de aproximadamente R$ 250 mil.
Por ser o lesado na ação, Renato Gaúcho tem o direito de escolher o bem a ser penhorado. Segundo o advogado do ex-jogador, Mauro Salomão, Renato está profundamente irritado com o Fluminense e, em nenhuma hipótese, aceitará um acordo.
Agora, mesmo se desejar, o Fluminense não poderá vender Roger. Antes da decisão judicial, a concretização da venda do meia estava perto de um desfecho, principalmente por causa das ameaças dos dirigentes portugueses de entrarem com uma ação indenizatória junto à Fifa. Os diretores do Benfica garantem que na carta de intenção assinada no dia 13 de outubro, na qual o Tricolor se compromete a vender o passe de Roger por US$ 6 milhões, existe uma cláusula indenizatória. Segundo eles, se um dos clubes desistir da transação, a multa é de US$ 1 milhão. Mas, se o Benfica quisesse comprar o passe do jogador, sem problemas, bastaria depositar o valor de US$ 10 milhões previsto no contrato de Roger com o Fluminense.


