O clássico entre Atlético e Paraná Clube, válido pelo Campeonato Brasileiro, pode não acontecer no Estádio Pinheirão. A Promotoria de Defesa do Consumidor de Curitiba ajuizou uma ação cívil pública pedindo a interdição imediata do Estádio até que a Federação Paranaense de Futebol apresente um laudo técnico sobre a segurança da nova cobertura das cadeiras.
O problema começou no dia 13 de maio, quando o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) comunicou à Promotoria que as obras do Pinheirão estavam sem um responsável técnico registrado. A Promotoria decidiu então convocar uma reunião com os representantes da FPF, da Secretaria de Urbanismo de Curitiba, engenheiros do Crea e do Atlético e Paraná, que fariam um jogo no dia 18 de maio (O Paraná venceu por 2 x 1).
Os presentes assinaram um documento, autorizando a realização do jogo do dia 18, com a condição de que a área em construção ficasse isolada. O presidente da FPF, Onaireves Rolim de Moura, se comprometeu a fazer um exame pericial de fadiga do material, mas não cumpriu o acordo.
No dia 30 de junho a Promotoria notificou a FPF exigindo o laudo geral de toda a cobertura, comprovando a segurança e resistência do material. O laudo não foi entregue. Um nova notificação foi feita no dia 7 de julho. Novamente a FPF não respondeu. No dia 15 de julho a FPF foi mais um vez notificada, mas não deu resposta. O engenheiro da FPF, Reginaldo Cordeiro, enviou, então, um comunicado informando que o laudo seria entregue após a conclusão das obras.
Mas anteontem os promotores Arion Pereira e Ciro Schraiber decidiram entrar com uma ação civil pública na 5ª Vara Cível, onde pedem ao juiz que exija da FPF a entrega do laudo. Além disso pedem ao juiz que conceda uma liminar interditando o Pinheirão imediatamente, até a entrega do laudo.
Reginaldo Cordeiro afirmou ontem, que o laudo será entregue ainda hoje para a promotoria. Ele disse que a empresa responsável pela construção da nova estrutura não quis entregar o laudo antes de concluir a obra. ‘‘Eles optaram por fazer um laudo completo, com um raio-x de toda a estrutura e não em partes’’, afirmou Cordeiro.

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