São Paulo - A Justiça Federal em Belém (PA) expediu mandado ontem para que o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Coronel Nunes, seja conduzido coercitivamente à CPI do Futebol, em Brasília. O pedido foi feito pelo ex-jogador e agora Senador, Romário, que preside a CPI, argumentando, em ofício à Justiça, que Coronel Nunes "não compareceu, sem motivo justificado" à convocação feita para depoimento no dia 2 de março. A condução deve ser feita no dia 16 de março, quando está marcado o próximo depoimento do presidente da CBF para prestar esclarecimentos à CPI. A condução fica a cargo da Polícia Federal.
Além disso, a CBF sofreu uma nova derrota na Justiça do Rio. O desembargador Gilberto Clóvis Farias Mattos manteve a liminar que suspendeu a análise das contas do primeiro ano de mandato do presidente licenciado Marco Polo Del Nero. No despacho, o magistrado disse que a CBF não concedeu "acesso irrestrito" para o presidente da Federação Catarinense de Futebol, Delfim Peixoto, avaliar o balanço financeiro da confederação. No domingo, o juiz Paulo Assed Estefan já havia concedido uma liminar para o dirigente catarinense. Peixoto alega que seus advogados foram impedidos de ter acesso ao balanço financeiro na sexta-feira, três dias antes da reunião marcada para analisar as contas. Os funcionários não teriam deixado os representantes do catarinense levar os documentos ou fotografá-los. Na decisão de domingo, o juiz cobrou mais transparência da entidade. A CBF declara no balanço que obteve um lucro de R$ 72 milhões em 2015, 42 % acima dos R$ 51 milhões registrados no ano anterior. É o terceiro maior resultado positivo da entidade. O faturamento também foi recorde: R$ 584 milhões.

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