A Fórmula 1 já assistiu esse filme antes. Ele ficou em cartaz de 1994 a 1999, período que a justiça italiana precisou para apurar as causas da morte de Ayrton Senna e inocentar os seis acusados de homícidio culposo pelo acidente que o matou. Desde domingo os fiscais Salvatore Bellomo e Antonio Tanga, designados também pelo Magistério Público da Itália, investigam o acidente que resultou na morte do comissário de pista Paolo Ghislimberti. Na prova de Monza ele recebeu o impacto da roda de um carro na cabeça. A organização da corrida, diretores do circuito e até os pilotos envolvidos no acidente da largada podem ser indiciados.
Logo em seguida ao Hospital de Monza anunciar a morte do comissário, a justiça italiana abriu inquérito para apurá-la. Rubens Barrichello, da Ferrari, Heinz-Harald Frentzen e Jarno Trulli, da Jordan, e um representante da McLaren, substituindo David Coulthard, que já havia deixado o circuito, foram ouvidos ainda na pista. O espanhol Pedro de la Rosa, também envolvido no multiplo acidente, foi poupado por estar em choque com o ocorrido. Rubinho foi duro com Frentzen, acusando-o de causar toda a confusão. ‘‘Ele deveria ter uma punição de dez anos’’, afirmou o piloto da Ferrari, meio descontrolado. ‘‘Eles me perguntaram o que tinha acontecido e quem bateu na traseira da minha Ferrari, falei como testemunha.’’

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