Justiça garante tiro brasileiro em Sydney
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terça-feira, 22 de agosto de 2000
Da Redação 
O Brasil conquistou ontem mais duas vagas para os Jogos Olímpicos de Sydney. As vagas foram obtidas pelo tiro, através de mandado judicial impetrado na Justiça Federal do Rio de Janeiro contra o COB (Comitê Olímpico Brasileiro). A primeira liminar foi julgada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e deu direito favorável aos atletas. A partir de agora o COB será citado pela Justiça e pode recorrer ou acatar a liminar. Caso acate a decisão, a entidade deverá enviar um fax à Confederação Brasileira de Tiro solicitando que sejam definidos os dois representantes brasileiros.
Apesar de ter direito apenas a duas vagas, seis atiradores entraram com mandado de segurança contra o COB. Por meio do advogado Mário de Camargo Andrade, eles ganharam a primeira das seis ações. No entanto, cada uma das ações, após julgada favorável, já dá aos atiradores o direito de obter as vagas. A ação dos atiradores foi impetrada com base no artigo 5º da Constituição Federal, que diz respeito ao princípio de igualdade.
Eles aceitaram convite para a natação, para o ciclismo e o tênis, por que o tiro não pode contar com isso?, pergunta Maurício Mingone, atirador que comandou a ação dos atletas.
Além de Mingone, os atiradores Willy Lin, Fábio de Jesus Coelho, Antônio Carlos Bateli, Luiz Bork e Paulo Anísio Santana Lyrio entraram com mandados contra o COB. O Brasil tem direito a duas vagas: fossa dublê e carabina de ar.


